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Exibição do filme 'Eternos' é proibida em países do 'Mundo Árabe'

Fato se deu pela presença de personagens homossexuais na obra produzida pela Marvel Studios

relogio min de leitura | Redação 08 de novembro de 2021 - 14:45
Eternos
Eternos -

A exibição do filme “Eternos”, lançamento mais recente da Marvel Studios, foi censurada em diversos países do “Mundo Árabe”, segundo informações do The Hollywood Reporter. De acordo com a revista americana, o longa-metragem, que estrearia na região do Golfo nesta quinta-feira (11), foi “banido” pelos governos de Arábia Saudita, Catar e Kuwait, por conter personagens homossexuais.

A polêmica acerca da película nos países, onde relações conjugais entre pessoas do mesmo sexo ainda são proibidas por lei, se daria em função da estreia do primeiro super-herói gay do Universo Cinematográfico Marvel (MCU) nas telonas. Na obra, o personagem Phastos, encarnado por Brian Tyree Henry, mais conhecido por seu papel como Alfred 'Paper Boi' Miles na série Atlanta, é casado com Ben, interpretado por Haaz Sleiman. 

Nate Moore, produtor do longa dirigido por Chloé Zhao, vencedora do Oscar de Melhor Diretor em 2020, explica que o objetivo da obra é abordar o tema de forma natural, para que o personagem seja reconhecido por sua complexidade enquanto indivíduo único, dotado de idiossincrasias, que é, e não reduzido à sua sexualidade.

O filme chegou a receber pedidos de edição pelos órgãos de censura locais, mas a Disney, proprietária da Marvel Studios, se recusou a autorizar tais mudanças. A postura da companhia acerca da questão já era esperada, uma vez que, esse não é seu primeiro a ter sua exibição proibida na região. No ano passado, a animação Avante, também foi retirada de circulação pelos governos de Arábia Saudita, Catar, Kuwait e Omã por possuir uma única linha de diálogo que faz menção à uma relação lésbica.

A película também conta com a primeira super-heroína PCD (pessoa com deficiência) da história, a poderosíssima Makkari, vivida pela atriz com deficiência auditiva Lauren Ridloff. Na badalada pré-estreia do filme, que contou com a presença ilustre de Gil do Vigor, o presidente da Marvel Studios, Kevin Feige, deixou claro que, para infelicidade dos países onde imperam ideologias retrógradas e preconceituosas, ‘esse é só o começo’.

"Tivemos super-heróis gays nos quadrinhos antes, e acho que já passou da hora de isso acontecer nos filmes. É só o começo.”, sustentou Feige.

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