13 filmes de terror para te manter acordado nesta sexta-feira 13

Na tradicional data, tradicionalmente ligada ao azar, conheça algumas produções de 'arrepiar', literalmente o público

Escrito por * Pedro Di Marco 13/08/2021 20:35, atualizado em 13/08/2021 21:19
'Sexta-feira 13' é um dos mais tradicionais produções
'Sexta-feira 13' é um dos mais tradicionais produções . Foto: Divulgação

Sextas-feiras costumam ser datas comemoradas pelos trabalhadores de todo país por marcarem o começo do fim de semana, mas a história é outra quando se trata de uma sexta-feira 13. Para muitos, a união do dia da semana em que Jesus Cristo foi crucificado, uma sexta-feira, ao número 13, considerado um símbolo de infortúnio por supersticiosos de todo mundo, representa um sinal de terror e má sorte. Pensando nisso, nesta sexta-feira 13, primeira e única de 2021, a equipe do O SÃO GONÇALO preparou uma lista de 13 filmes de terror para te manter acordado nessa data icônica para medrosos e amantes do gênero mundo afora.

1. Sexta-feira 13 (1980): Nenhum outro filme encabeçaria melhor esta lista do que o clássico do diretor Sean S. Cunningham, cujo nome faz alusão a fatídica data aqui em questão. O primeiro filme de uma franquia que oscila entre sucessos e fracassos, cujo protagonista chega a viajar ao espaço e de volta em busca de adolescentes para trucidar, é sem dúvida o melhor. O enredo do filme gira em torno de um grupo de jovens que um a um são assassinados por um agente misterioso, enquanto tentam reabrir um acampamento abandonado em Crystal Lake. Não tão sangrento quanto alguns slashers modernos, ainda que com sua boa cota de mortes brutais, o filme de Cunnigham se utiliza de uma articulação inteligente entre narrativa e trilha sonora para sustentar o suspense e o terror que flutuam sobre a identidade do misterioso psicopata que protege o lago em que está situado o acampamento.

2. Halloween (1978): Dando sequência a lista o filme que estimulou a produção de Sexta-feira 13 e tantos outros clássicos do gênero. Dirigido por John Carpenter, o enredo de Halloween têm início quando Michael Myers, à época um menino de 6 anos, assassina sua irmã mais velha a sangue-frio no dia das bruxas de 1963. 15 anos depois, Michael foge do hospital psiquiátrico e volta a sua cidade natal para perseguir um grupo de adolescentes liderados por Laurie Strode. O que mais chama atenção no filme é a figura de Myers, que diferentemente de outros antagonistas do gênero não corre, fala, nem possui qualquer motivação para os seus massacres. Pelo contrário, sua figura inspira terror pela constante presença e falta de compasso moral que traz calafrios as vítimas que desesperadamente tentam apelar à sua (falta de) humanidade. Michael é um agente do medo em sua forma mais pura e o filme de Carpenter, um clássico atemporal que previu o fantasma da violência que nasceria da pacata vida dos subúrbios americanos, com seus massacres escolares e seus assassinos em série da vida real.

3. O Massacre da Serra Elétrica (1974): Por mais inovadora que tenha sido a obra de Carpenter, ela também teve suas influências. Entre elas, podemos citar a obra-prima do horror de Tobe Hopper, O Massacre da Serra Elétrica. Com um baixo orçamento, um elenco protagonizado por atores até então completamente desconhecidos e uma bilheteria multimilionária, o revolucionário filme de Hopper chocou o mundo com suas cenas agonizantes de brutalidade sem precedentes e é até hoje considerado um dos melhores filmes da história do gênero. O enredo desse clássico gira em torno de dois irmãos que viajam com seus amigos ao Texas para averiguar a denúncia de que o túmulo de um parente teria sido vandalizado e acabam sendo perseguidos por uma família de canibais, dentre os quais, está o aterrorizante Leatherface, com sua icônica motosserra.

4. Hora do Pesadelo (1984): Outro slasher aclamado pela crítica e que inclusive já ganhou um crossover com Sexta-feira 13 é A Hora do Pesadelo. O filme do diretor Wes Craven marcou a estreia do ator Johnny Depp no cinema e ganhou o respeito e admiração da crítica por transgredir as barreiras entre o real e o imaginário contando a história de um grupo de adolescentes que enfrenta uma batalha contra o seu subconsciente quando um assassino deformado de nome Freddy Krueger começa a caçá-los um a um, em seus pesadelos, o que acaba levando a sua morte no mundo real. Após investigar o fenômeno, a protagonista Nancy descobre que um segredo sombrio guardado a 7 chaves por seus pais revela o motivo da obsessão de Krueger com o grupo e corre contra o tempo para desvendá-lo antes que seja tarde demais.

5. Pânico (1996): Segundo e último filme de Craven a compor nossa lista, Pânico conta a história de um grupo de jovens que tenta desmascarar um assassino fantasmagórico enquanto este testa seus conhecimentos sobre filmes de terror. Creditada por revitalizar o gênero durante a década de 90, a obra combina diálogos sádicos e assustadores com cenas que ironizam outras produções do gênero. O filme foi considerado revolucionário por ser o primeiro de sua época a se passar em um universo onde seus personagens estavam familiarizados com a existência de outros filmes de terror. Além disso, um elenco recheado de estrelas já consolidadas como Courteney Cox e Drew Barrymore, conferiu ao longa um alcance muito maior que seus predecessores levando o gênero a um público que até então tinha pouco ou nenhum conhecimento sobre ele.

6. Psicose (1960): Voltemos um pouco no tempo para conhecer um dos filmes mais importantes da história do cinema e talvez o melhor filme da carreira de Alfred Hitchcock, amplamente reverenciado como um dos maiores diretores de todos os tempos. Nomeado a quatro Oscars, Psicose foi responsável por revolucionar o terror ao se distanciar dos clássicos filmes de monstro da Universal da década de 30 e trazer à tona um novo tipo de terror, mais humano e real. O thriller conta a história de uma mulher que rouba 40 mil dólares do local onde trabalha e foge para se casar com seu namorado. No caminho, nossa protagonista é pega de surpresa pela chegada de uma tempestade e forçada a passar a noite em um hotel qualquer de beira de estrada. Chegando na hospedagem, ela conhece o peculiar proprietário do estabelecimento, Norman Bates, um jovem com um estranho interesse por taxidermia e uma relação conturbada com sua mãe. Acometida por eventos estranhos, nossa foragida que até então só tinha medo das autoridades, conhece o verdadeiro significado de horror.

7. O Bebê de Rosemary (1968): Neste filme dirigido por Roman Polanski, uma jovem católica e seu marido, um ator em busca de seu sonho, se mudam para Nova Iorque para tentar a vida. Após decidirem ter um filho, acontecimentos cada vez mais estranhos começam a minar a sanidade da inocente protagonista interpretada por Mia Farrow, que aos poucos começa a desconfiar que tudo aquilo, inclusive sua gravidez, faz parte dos planos de uma seita satânica para a dominação do mundo. Um thriller repleto de elementos explicitamente sobrenaturais, o filme cumpre muito bem sua função ao imergir o telespectador nas confusões e paranoias da personagem de Farrow, uma jovem desacreditada por todos a sua volta e presa em uma rede de intrigas articulada por fanáticos psicóticos.

8. O Exorcista (1973): Um dos filmes de terror mais lucrativos de todos os tempos com uma bilheteria de mais de U$400 milhões, O Exorcista de William Friedkin conta a história de uma jovem de 12 anos que começa a apresentar comportamentos estranhos alarmando sua mãe. Preocupada, a mulher recorre aos médicos para um diagnóstico da adolescente e frustrada pela ausência de resultados convincentes nos exames, é levada a acreditar que sua filha seja vítima de  uma possessão demoníaca. Com atuações e efeitos especiais impecáveis à época, o Exorcista é um marco na história do terror sobrenatural e se tornou referência para todos os que vieram depois dele.

9. O Iluminado (1980): Jornada de um homem decadente que sucumbiu à loucura, O Iluminado de Kubrick conta a história de um escritor alcoólatra que aceita um emprego como caseiro em um hotel nas montanhas do Colorado, na esperança de curar seu bloqueio criativo. O personagem interpretado por Jack Nicholson resolve então levar sua esposa e seu filho Danny, uma criança com uma “imaginação fértil” para uma temporada de inverno no Colorado. Contudo, o Overlook, como é conhecida a hospedagem, não é um hotel comum, visto que seu último caseiro enlouqueceu matando sua esposa e as duas filhas gêmeas do casal e cometendo suícÍdio em seguida, destino não muito diferente daquele que encontraria nosso protagonista. Com uma atuação magistral de Jack Nicholson no papel do escritor e uma direção inovadora, abusando de recursos até então pouco utilizados como a Steadicam, o terror psicológico de Kubrick, tal como a Hora do Pesadelo, desafia nossa capacidade de discernir entre o real e o imaginário enquanto assistimos os fantasmas do passado levarem Jack à loucura.

10. O Babadook (2014): Este filme de terror sombrio dirigido por Jennifer Kent conta o drama vivenciado por Amélia, uma viúva e mãe solteira ainda traumatizada pela perda de seu marido e com muitas dificuldades de se relacionar com seu filho Samuel. Para piorar a situação, a criança encontra um livro e passa a ser assombrado pela presença macabra de uma criatura de nome Senhor Babadook, que rapidamente leva a família à loucura, a princípio pregando peças como bater portas e colocar vidro na comida de Amélia para jogá-la contra Samuel, que se defende culpando o monstro. Posteriormente com exigências diabólicas de que os membros da família atentem contra as vidas um do outro. A obra, que não se utiliza de jumpscares, mescla uma premissa aparentemente sobrenatural com sentimentos extremamente reais de ansiedade e depressão, para criar uma narrativa simplesmente aterrorizante. Dessa forma, Babadook é, em suma, um mergulho na extrema tristeza e solidão que acomete os membros daquela família e o que os leva à atos brutais em momentos de completo desespero e total irracionalidade.

11. Corra! (2017): Protagonizado pelo excelente e expressivo Daniel Kaluuya, este sucesso aclamado pela crítica é o primeiro filme da carreira de Jordan Peele, e conta a história de um jovem fotógrafo negro que ao fazer uma viagem para conhecer a família aparentemente perfeita e “nenhum um pouco racista” de sua namorada branca, percebe que tem algo de errado acontecendo ali. Com uma narrativa brilhante que incita uma série de reflexões sobre o debate racial e desafia uma série de estereótipos no percurso, o thriller de Peele é agoniante do começo ao fim e marca o começo de uma nova era para o gênero, marcada não mais pelas velhas histórias de monstros, espíritos e psicopatas, que em sua grande maioria, não passam de celibatos involuntário, mas por debates em pauta na contemporaneidade como o preconceito racial e a objetificação dos corpos negros.

12. Mandy (2018): Desviando um pouco dos demais filmes da lista, esse terror psicodélico, dirigido pelo diretor Greco-canadense Panos Cosmatos e protagonizado pelo vencedor do Oscar de Melhor Ator em 2003, Nicolas Cage, é quase um transe. Com uma ambientação ao mesmo tempo linda e desconfortável, que mescla cenas de animação que passam quase despercebidas com cenários psicodélicos de cores intensas e aspecto fantasmagórico, Mandy conta a história de um casal que vive uma vida feliz e pacata à margem do sistema, nas montanhas da Califórnia, até que eles cruzam o caminho do sádico e prepotente líder de um culto de drogados e fanáticos religiosos. Repleto de cenas brutais e simplesmente estonteantes, esse filme conta ainda com uma das melhores performances da carreira de Cage que transita de forma extremamente natural entre momentos de êxtase, depressão, ódio e desespero ao longo do filme.

13. O Farol (2019): Por fim, mas não menos importante, O Farol é um filme de terror pscicológico em preto e branco do estúdio A24, dirigido por Robert Eggers e protagonizado por Willem Dafoe e Robert Pattinson. A obra se passa no final do século XIX quando um novo zelador chega à uma ilha remota para auxiliar uma faroleiro local. Contudo, o que eram para ser algumas semanas se torna uma eternidade quando uma tempestade os deixa confinados na ilha. Entre goles de querosene e velhas histórias de pescador, os dois homens rapidamente enlouquecem, chegando ao fundo do poço e levando consigo o espectador, a partir de atuações extremamente imersivas, uma ambientação claustrofóbica, diálogos ao mesmo tempo profundos e sem nexo algum e identidades que conflitantes que por muitas vezes confundem-se entre si.

* Estagiário sob supervisão de Sérgio Soares 

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