Carlos Bolsonaro questiona se Juliette será presa por 'gesto racista'
Filho do presidente comparou ato com o do assessor Filipe Martins

O vereador do Rio de Janeiro e filho do presidente Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, decidiu atacar a vencedora do BBB 21, Juliette Freire, ao questionar se ela seria presa por fazer um suposto 'gesto racista', comparando-a ao assessor da Presidência da República, Filipe Martins, indiciado na última terça-feira (04).
Carlos Bolsonaro usou uma imagem que Juliette publicou em suas redes sociais, onde faz um gesto tocando os dedos indicadores com os polegares, em sinal de tranquilidade após a vitória redentora. No post, a paraibana escreveu: "tudo bem, tudo zen, meu bem...”
O vereador carioca apontou que o gesto seria similar ao do assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Filipe Martins, que foi indiciado pela Polícia do Senado Federal no mesmo dia em que Juliette consagrou-se campeã do reality show.
Durante sessão do dia 24 de março, Martins fez um gesto com a mão que se assemelha a um sinal utilizado por supremacistas norte-americanos. Nos Estados Unidos, o mesmo gesto feito por Filipe é usado para exaltar o que chamam de “white power” (poder branco). O gesto consiste no uso dos 3 dedos esticados, formando um “W”, de white, e o polegar junto com o indicador, emulando a volta do “P”, de power.

"Vão querer prender a vencedora do 'Big Brother Brasil' também ou só vale quando é pra esculhambar alguém próximo a quem não se gosta? Nunca foi sobre o que se faz, mas sobre quem faz… as 'narrativas do bem'!", escreveu, em forma de ataque, o filho do presidente.
O assessor Filipe Martins foi indiciado com base no artigo 20º da lei 7.716/1989, que prevê pena de reclusão e multa para quem “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”.