Deputado denuncia participantes do "BBB 21" por intolerância religiosa

Karol Conká, Projota, Lumena e Nego Di debocharam da religião de Lucas Penteado

Escrito por Redação 11/02/2021 07:50, atualizado em 11/02/2021 09:19
Brothers foram denunciados pelo deputado Átila Nunes
Brothers foram denunciados pelo deputado Átila Nunes . Foto: Reprodução/Internet

Nesta quarta-feira (10), o deputado estadual Átila Nunes (MDB) comunicou que denunciou quatro participantes do "Big Brother Brasil 21" ao Ministério Público do Rio: Karol Conká, Projota, Lumena e Nego Di. A acusação é de vilipêndio religioso, crime caracterizado no Código Penal (Artigo 208).

Na segunda-feira (08), os comentários do quarteto revoltaram muitos usuários nas redes sociais, que falavam em intolerância religiosa dos 'brothers'. No diálogo, Nego Di fez um trocadilho ofensivo com o orixá Xangô e junto dos outros, a candomblecista Lumena ironizou a Umbanda, religião de Lucas Penteado.

"Eu xangôzei. Cheguei a xangôzar no quarto, vei. Ave, Maria", disse o humorista. Depois, foi a vez de Karol Conká. "Você falando é muito engraçado. ‘Eu chamei Xangô, véi'", debochou a rapper, imitando gestos de Lumena.

Embora seja candomblecista, Lumena não chamou a atenção sobre o desrespeito a uma religião de matriz africana e ainda debochou junto dos outros. Ela lembrou de uma conversa que teve com Lucas.

 "Eu xangozei. Eu estou pelo certo com meu orixá, você está pelo errado. Ele está te abandonando", afirmou a baiana.

Com isso, o deputado Átila Nunes, notório defensor das religiões de matrizes africanas, fez um post explicando a denúncia.

"Não me restou outra opção do que encaminhar uma denúncia ao Ministério Público dos participantes do BBB Nego Di, Projota, Karol Conká e Lumena por vilipêndio religioso, crime caracterizado no Código Penal. E pedir à DECRADI (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância) para requisitar as gravações. As referências extremamente ofensivas acompanhadas de chacotas dos quatro participantes a uma entidade das religiões de matrizes africanas estimulam o preconceito e os ataques à Umbanda e ao Candomblé. Dificilmente eles se refeririam dessa forma a Nossa Senhora ou à Biblia", disse o deputado.

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