Projeto oferece oficinas virtuais de dança inclusiva em São Gonçalo

Live final terá presença de personalidades da cultura estadual

Escrito por *Claudionei Abreu 06/02/2021 16:32, atualizado em 06/02/2021 15:33
Live final terá presença de personalidades da cultura estadual
Live final terá presença de personalidades da cultura estadual . Foto: Divulgação

O isolamento social impôs mudanças em nossas rotinas e em várias atividades que estávamos acostumados a realizar antes da pandemia. Essas mudanças afetaram também vários setores da economia e um deles foi a cultura. Artistas de todas as partes do mundo tiveram que se adaptar a nova realidade e buscar formas de inovar, mantendo o contato com o público e, ao mesmo tempo, respeitando as regras de distanciamento social. 

Em São Gonçalo, as palavras não foram apenas inovação e adaptação, mas também inclusão. Esses princípios guiaram o projeto Do Nosso Jeito Dançamos com as Diferenças, que realiza uma iniciativa inédita na cidade na cidade e oferece aulas de dança inclusiva de forma virtual e gratuita. O circuito é voltado  para pessoas com e sem deficiência e oferece um total de 16 horas de atividades, divididas em vários tipos de danças aplicadas por profissionais da área artística e disponibilizadas em plataformas digitais com a participação de uma tradutora de libras e uma fisioterapeuta.

As atividades do projeto são gratuitas e totalmente on-line durante a pandemia. Segundo o proponente do projeto, Daniel Rangel, o objetivo é promover arte, saúde, bem-estar e, claro, inclusão e autonomia das pessoas com deficiência. "

"O que eu espero que a sociedade entenda é que a pessoa com deficiência não existe só na casa dela ou só nas redes sociais. Todas as pessoas devem entender que cada pessoa tem o seu espaço na sociedade e que elas devem buscar por esse espaço, buscar a sua autonomia. Eu espero que esse projeto traga essa inclusão, autonomia e entendimento para todas essas pessoas através das nossas oficinas", afirma.

Daniel foi um dos contemplados pela secretaria municipal de cultura de São Gonçalo com a Lei Aldir Blanc, criada com o intuito de promover ações para garantir uma renda emergencial para trabalhadores da Cultura e manutenção dos espaços culturais brasileiros durante o período de pandemia do Covid‐19. O bailarino profissional iniciou sua carreira no grupo de dança sobre rodas Corpo em Movimento, que é composto por pares de dançarinos com e sem deficiência, da Associação Niteroiense de Deficientes Físicos (Andef). Há três anos ele é professor de técnicas sobre rodas da Companhia de Dança Elizete Mascarenhas. 

“Quando pensei no projeto junto com o Daniel, foi no sentido de que realmente pudéssemos fazer com que as pessoas começassem a pensar nas pessoas com deficiência e pensar em todo os tipos de deficiência. Ainda mais nessa época de pandemia, onde as pessoas estão presas dentro de casa", afirma Elizete, professora de dança em São Gonçalo há 48 anos e representante de São Gonçalo, Niterói, Maricá, Itaboraí, Tanguá e Rio Bonito no Colegiado Estadual de Dança.

Ao todo, o projeto ofereceu aulas de dança inclusiva (Daniel Rangel), dança do ventre e dança cigana (Jackie Chermon), oficina de palhaçaria e malabares (Roberty Flores), ballet infantil (Thayrine Mesquita e dança contemporânea (Elizete Mascarenhas).

O encerramento do projeto será nesta segunda-feira (8), e contará com a presença do Secretário de Turismo e Cultura de SG, Lucas Muniz; da Presidente do Colegiado Estadual de Dança do RJ, Denise Aquarone; do Produtor do Ballet de Niterói Thiago Piquet; do Coreografo e Pesquisador de dança Jardel Lemos; da Produtora Cultural Erika Assis e da professora de dança Elizete Mascarenhas. A live de encerramento será às 19h e transmitida no canal do projeto no Youtube - clique AQUI e confira.

*Estagiário sob supervisão de Cyntia Fonseca

Gostou da matéria?
Compartilhe!

Veja também

Mais lidas