Artista nascido em Itaboraí tenta carreira musical na Europa

Conheça a história do trapper Gustavo Schranz, o BBoy

Escrito por *Luann Motta Carvalho 27/01/2021 09:16, atualizado em 27/01/2021 12:02
O itaboraiense Gustavo Schranz quer ser um nome da música brasileira na Europa
O itaboraiense Gustavo Schranz quer ser um nome da música brasileira na Europa . Foto: Reprodução

“Sempre fui um garoto que gostava de escutar música, de qualquer estilo musical. Aqui na Europa é muito popular o Trap. Escutei por anos e passei a fazer uns “freestyles” em casa.”

Esse é o relato do itaboraiense Gustavo Schranz, que completa 20 anos no próximo mês. Antes de ir para um país completamente distinto do Brasil, no entanto, o jovem músico nem sonhava que seu trabalho poderia surgir com os sons.

Gustavo era apenas um garoto de Itaboraí, que passava os fins de semana na casa da avó em Itaúna, bairro de São Gonçalo, onde moravam os primos. Ele ainda não pensava em seguir uma carreira musical. Mas aos 12 anos, o jovem partiu para a Suíça junto da mãe brasileira, do pai suíço e dos irmãos. Foi lá que descobriu o ritmo que passaria a fazer parte da sua vida e que lhe deu um nome artístico: BBoy.

“Na Europa, o Trap é um gênero musical que é muito escutado. Um ano atrás, conheci um grupo de garotos que faziam esse estilo. Tentei fazer em português, vi que é uma vibe muito boa e depois que o grupo foi se separando com o tempo, continuei gravando sozinho”, disse Gustavo. “Acabei de lançar “Copão na Minha Mão” no YouTube, meu primeiro videoclipe em português”, completou.

Subgênero do Rap, o Trap nasceu durante a década de 2000 em Atlanta, nos EUA e alguns anos depois, começou a fazer sucesso no Brasil. No Rio, um dos coletivos responsáveis pela ascensão do Trap no cenário nacional foi o NGC.

Mas até chegar à carreira no Trap, o cotidiano de Gustavo para se adaptar em uma cultura distinta não foi fácil. Para passar pelas dificuldades e se ambientar no país, ele aprendeu um dos idiomas oficiais da Suíça.

“Assim que eu cheguei aqui na Suiça, foi tudo bem estranho. Língua diferente, temperatura baixíssima e outros costumes, mas com o tempo fui me acostumando. Em dois anos, aprendi italiano e tive facilidade para aprender, porque é uma língua latina e bem parecida com o português”, relatou.

Agora, BBoy busca parcerias e “feats” entre casas discográficas e artistas ao redor do mundo. Afinal, um dos sonhos do jovem trapper é se tornar um grande nome do gênero na Europa.

“Quero ir para o Brasil. Quero fazer feat com a galera do NGC. Se tem a possibilidade de um interessado no ‘feat’ vir para cá, organizo até a viagem”, afirmou. “Meu sonho é representar o mundo do trap brasileiro aqui na Europa”, completou.

Para saber mais sobre o trapper, basta acessar seu canal no YouTube, Bboy, e seu perfil no Instagram, @bboy_br.

Estagiário sob supervisão de Cyntia Fonseca*

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