OAB-Niterói debate reforma política

Empresários, políticos e advogados foram ao debate na OAB
Foto: Leonardo Ferraz“O modelo de financiamento das campanhas é o ovo da serpente”, disse, na segunda-feira, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), Felipe Santa Cruz, no segundo debate sobre a reforma política, realizado pela OAB-Niterói.
Para Felipe Santa Cruz o financiamento das campanhas eleitorais é um dos temas prioritários da discussão sobre a reforma política que está em debate no Congresso. Segundo ele, a entidade defende o fim das doações de empresas para as candidaturas.
“Queremos um financiamento democrático, onde o cidadão pode contribuir individualmente com a campanha”, explicou.
Para ele, as empresas com contrato público não podem fazer doações. “Hoje, os mandatos não pertencem ao nosso estado, pertencem aos grupos dos quais que eles fazem parte”, disse.
Substituindo o deputado federal Chico D’Angelo (PT-RJ), seu chefe de gabinete, Filinto Branco, defendeu o financiamento público e pediu o fim do investimento privado nas campanhas. Para ele, “esse modelo de financiamento (misto), usado atualmente, é o mal de todos os nossos vícios”.
Segundo Filinto, o PT defende o financiamento público com limitação de gastos e acompanhado de controle rígido para que se chegue ao patamar da razoabilidade.
Este foi o segundo debate realizado pela OAB-Niterói, para discutir o tema. O salão nobre da entidade ficou repleto de políticos, empresários e advogados.