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Bebês saem com certidão de nascimento do hospital

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 06 de maio de 2015 - 18:53

Hospital fez parceria com cartório de registro civil para bebês serem registrados na unidade

Foto: Divulgação

Pesando aproximadamente 3,6 kg, a pequena Maria Victória poderia ser apenas mais uma a nascer, na tarde do último sábado, no Hospital Municipal Desembargador Leal Junior, em Itaboraí. Mas, diferente de todas as crianças que receberam alta médica, ela deixou a maternidade com o registro de nascimento. A iniciativa, padrão para todas as mães que a partir de agora derem à luz na unidade, será possível graças à inauguração da Unidade Interligada do Cartório de Registro Civil do 1º Distrito de Itaboraí (U.I). A abertura do posto aconteceu na última segunda-feira.

A medida é fruto da parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde (Sems) e o Cartório de Registro Civil do 1º Distrito de Itaboraí. O objetivo é que com esse projeto sejam erradicados os casos de sub-registro, ou seja, os registros tardios. O cartório funcionará de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h. “Está mais simples e menos burocrático. Cerca de 48 horas depois de vir ao mundo, a Maria Victória conta com seu primeiro documento. Somente o fato de sairmos do HDLJ com essa responsabilidade liquidada já nos traz certo alívio”, disse Wilson Azevedo, de 24 anos, ao lado da sua esposa Mayara Maya, 20.

De acordo com a titular do Cartório de Registro Civil do 1º Distrito, Maria Gorete, é preciso garantir que todas as pessoas, no mínimo, tenham o nome da mãe na documentação. O Juiz de Direito Almir Carvalho, titular do Cartório da 2ª Vara de Família da Comarca de Itaboraí, é um entusiasta das unidades interligadas. “As unidades interligadas são importantes ferramentas e que merecem ser replicadas em outros municípios. É importante que todos os responsáveis saibam que a certidão é o portal e acesso aos direitos básicos e que a partir dele será possível a retirada de outros documentos essenciais à trajetória da criança na fase adulta”, afirmou Dr. Almir.

Mãe de sete filhos, a moradora de Manilha Glaucia Ribeiro, 35, sabe como ninguém das dificuldades para deslocar-se até o cartório. Segundo ela, o mais recente integrante da família, Kauê Ribeiro, nascido no sábado, é o único que teve seu registro de nascimento preparado dentro da própria unidade de saúde. “Todas as vezes que precisei registrar meus filhos, eu recorri ao cartório. Fique surpresa com essa novidade e acho que isso vai agilizar muito a vida das mamães”, disse Gláucia.

A Maternidade do HDLJ traz ao mundo, em média, 10 crianças por dia. Mensalmente, são registrados entre 250 e 300 nascimentos no local. Atualmente, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SEMDES) acompanha 32 casos de crianças sem o documento.

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