Casa do Artista transforma vidas de pessoas comuns

Lilliam Noblat e Creuma Fernandes descobriram muito mais do que a arte de interpretar
Foto: Divulgação/Sandro GironSe para alguns, o teatro se resume na possibilidade de fama, para mais de 350 alunos da Casa do Artista de Itaboraí, o gosto pelo palco vai além da profissionalização. São crianças, jovens e adultos que se reencontraram na arte de interpretar. Gente como a costureira Creuma Fernandes, 56, que resolveu encarar a plateia e vencer a timidez. Com isso, ela acredita que não só afastou o medo da depressão, como também fugiu de uma rotina.
“Sempre trabalhei muito. Tinha meu próprio ateliê em casa e passava horas medindo, cortando e costurando. Quando não era isso, estava me dedicando às tarefas de casa. Atividades que me desgastavam muito. De um ano para cá, resolvi dar uma sacudida na minha vida. Foi então que conheci os cursos de interpretação. A partir daí, minha vida mudou”, conta Creuma.
A chegada da costureira ao mundo das artes começou com o pé direito. Em apenas um ano de curso, conquistou um papel no grupo “Os legalizados”, que venceu o Festival Municipal de Esquetes deste ano. O concurso foi organizado pela Prefeitura de Itaboraí e atraiu mais de 20 trabalhos. Antes disso, Creuma confessou nunca ter pisado num palco. “A sensação de estar diante do público é indescritível. Agora que entrei, não pretendo mais sair. O teatro me fez acordar para o novo, para a vida. Me deu mais confiança”, completa.
Esse desafio de subir aos palcos pela primeira vez também marcou a vida de Lilliam Noblat, hoje atriz profissional. Formada em Letras, chegou a fazer balé e tinha como sonho ser cantora. Mas foi aos 23 anos, durante uma apresentação do grupo teatral “Inconscientes”, em Ouro Fino, Minas Gerais, que a jovem decidiu o que realmente queria.