Cidade digitaliza seu acervo cultural para acesso público

Depois de digitalizado, o acervo vai estar à disposição para consulta do público pela internet
Foto: DivulgaçãoItaboraí está prestes a colocar seu principal acervo à disposição de qualquer pesquisador no mundo. Isso porque, pela primeira vez, livros históricos da Casa de Cultura Heloísa Alberto Torres (Cchat) e da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (Semec) estão sendo recuperados e digitalizados. O projeto, batizado de “Acervo Digitais”, conta com o apoio do Conselho Nacional de Arquivos (Conarq), vinculado ao Arquivo Nacional do Ministério da Justiça, e da subsecretaria de Tecnologias Educacionais e Informação (Sutedi). A iniciativa permite, no futuro, a disponibilização do material na internet.
Parte desse conteúdo conta com registros e textos de nomes consagrados no cenário nacional tais como o escritor Joaquim Manuel de Macedo, o teatrólogo João Caetano e o jornalista Alberto Torres, todos nascidos na cidade, além de um registro da escravidão no Brasil.
“O nosso desejo é facilitar o acesso de cidadãos, pesquisadores, universitários e professores a esses bens tão preciosos e que ajudam a contar parte da nossa história”, afirmou José Américo Cardoso, responsável pela administração da Fundação Cultural de Itaboraí e um dos nomes à frente do projeto, que tem como parceiro o professor de história do município, Carlos Alexandre Chavão.
Já de acordo com o presidente da Fundação Cultura de Itaboraí (FCI), Cláudio Rogério Dutra, para que a recuperação fosse possível, um grupo de funcionários da Biblioteca Municipal Joaquim Manuel de Macedo, que funciona próxima à Cchat, participou, meses antes, de uma Oficina de Pequenos Reparos. A capacitação foi oferecida gratuitamente pela prefeitura em parceria com o Laboratório de Conservação e Restauração de Documentos da Universidade Federal Fluminense (UFF).