Ferrovia EF-118 vai beneficiar Itaboraí e SG diretamente

Os antigos trilhos da Estação de Visconde de Itaboraí, assim como a estação, estão abandonados
Foto: Leonardo FerrazO secular transporte ferroviário do Norte Fluminense poderá voltar a funcionar. A “luz no fim do túnel” vem de um projeto dos governos dos estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro, para não apenas transporte de cargas, mas também para locomoção de passageiros. O projeto está sendo gerido pelo Ministério dos Transportes e existe em função da implantação do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí.
A via EF-118, que terá cerca de 580 quilômetros e custo estimado de R$ 7,6 bilhões com apoio da iniciativa público-privada, é considerada estratégica para a economia do país. A construção tem como objetivo proporcionar acesso direto ao Comperj, ao Complexo Industrial do Porto do Açu (RJ) e ao Complexo Logístico do Porto Central (ES).
Segundo o secretário de estado dos Transportes do Rio de Janeiro, Carlos Roberto Osório, o objetivo é que a ferrovia entre em obras no fim do próximo ano e a conclusão seja em 2021. As construções começarão pela região metropolitana para atender rapidamente o Comperj. “Essa ferrovia é o principal projeto de infraestrutura de cargas que nós temos na região sudeste. O projeto dará competitividade econômica pelos municípios por onde o trem passar”, explicou.
Há um mês, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) realizou, em Brasília (DF), a última sessão presencial da Audiência Pública com objetivo de tornar público e colher contribuições para o aprimoramento dos estudos técnicos da ferrovia. “O projeto já está pronto e aprovado pelo Ministério de Transportes. Estamos na etapa de analisar e incorporar as opiniões dadas durante audiências para encaminhar ao Tribunal de Contas da União. Em meados do ano que vem, teremos a licitação da ferrovia. A construção terá impacto importante para São Gonçalo e Itaboraí. Dará oportunidade de escoamento do Comperj pela malha ferroviária, além de geração de renda e empregos”, finalizou Osório.