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Prêmio Patrícia Acioli é lançado em São Gonçalo

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 01 de setembro de 2015 - 23:55

Desembargador Sylvio Capanema discursou para convidados e alunos de Direito da Universo

Com presenças do desembargador Sylvio Capanema de Souza e da juíza Denise Apolinário dos Reis, foi lançado na noite de segunda-feira, no campus da Universidade Salgado de Oliveira (Universo) de São Gonçalo, a 4ª edição do Prêmio Juíza Patrícia Acioli de Direitos Humanos. Serão agraciadas as ações nas categorias Práticas Humanísticas, Trabalhos Acadêmicos e Reportagens Jornalísticas, com premiação total de R$ 90 mil. O evento marcou, também, a abertura do segundo semestre letivo do Curso de Direito.

A 4ª edição do Prêmio Patrícia Acioli de Direitos Humanos, tem como novidade as parcerias da Universo e a Amaerj (Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro), criadora do Prêmio, em 2012.

A juíza Denise Apolinário, diretora da Secretaria de Direitos Humanos da Amaerj, lembrou da importância do prêmio para a memória da juíza assassinada em junho de 2011. “Um ano depois, todos os envolvidos no crime estavam presos, mas era preciso que existisse uma resposta para o grupo e a resposta da associação foi criar um prêmio, que ganhou cunho nacional e até internacional”, afirmou.

Na abertura do evento a pró-reitora acadêmica, professora Jaína Ferreira, disse que “a Universo vai abraçar com muito carinho esse prêmio”. Ela ressaltou que a juíza Patrícia Acioli é um patrimônio de São Gonçalo. Jaína convocou, principalmente os calouros, a fazerem uma reflexão. “Temos um sonho sufocado pela vulnerabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade e à segurança”, disse.

Convidado para uma aula magna do curso de Direito, o desembargador Sylvio Capanema começou dizendo que “Patrícia Acioli não morreu. Ela nasceu. Deixou de ser uma pessoa natural para ser uma existência mística, atemporal”, declarou o desembargador.

Segundo ele, “há uma simbiose perfeita entre Patrícia Acioli e a Universo, porque Patrícia trabalhou em São Gonçalo”. Sobre os Direitos Humanos, o desembargador ressaltou a sua importância, acrescentando: “Os direitos são irrenunciáveis, inalienáveis, impenhoráveis, inexpropriáveis e imprescritíveis. Vim aqui lhes dizer, não apenas a importância dos Direitos Humanos, mas a responsabilidade de resgatar eticamente o País. Tenho 77 anos, mas não vou morrer apenas como espectador, vou morrer certo de que lutei. E vocês têm essa missão”, finalizou, sob aplausos.

O evento teve a presença de diversas autoridades municipais, como a ex-prefeita Aparecida Panisset, entre outros.

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