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Educação reforça atendimento para qualificar o aprendizado

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 04 de maio de 2015 - 01:34

O mapeamento serve de base para estruturar planejamento

Foto: Divulgação

Cerca de 600 estudantes da rede municipal de Itaboraí têm algum tipo de dificuldade de aprendizagem. O mapeamento, feito pela Secretaria Municipal de Educação nas 87 escolas da rede, serve de base para que a Prefeitura ofereça atendimento diferenciado e acompanhamento com piscólogos, psicopedagogos, fonoaudiólogos, assistentes sociais e fisioterapeutas nos três polos no Núcleo de Atendimento Psicopedaqógico da Educação Municipal (Napem), em Nancilândia, Manilha e Bairro Esperança.

Hiperatividade, dificuldades de concentração, memorização e socialização são apenas alguns dos fatores que, segundo especialistas, podem interferir no rendimento do aluno na escola. Nos polos do Napem, os atendimentos são realizados uma vez por semana, durante 30 minutos de forma individual, e de até 1 hora para atividades em grupo.

Além dos estudantes, os responsáveis também passam por consultas com assistentes sociais e participam, se desejarem, de oficinas de artesanato, enquanto os alunos estão em atendimento. De acordo com a diretora do Napem do bairro Nancilândia, Clara Pereira, o acompanhamento especializado é necessário dentro da Rede Municipal de Ensino porque, geralmente, as crianças com dificuldades de aprendizagem tendem a apresentar constantes desmotivações com as tarefas escolares. As dificuldades variam, tendo em vista que inúmeros fatores interferem no desenvolvimento do estudante.

“É visível o progresso do estudante no decorrer do tratamento. É um acompanhamento voltado para as dificuldades do aluno e também da família, pois, além dele, temos que trabalhar o meio onde convive”, lembra Clara Pereira.

Segundo a psicopedagoga Alexandra Goulart, que presta atendimento para o município, no momento em que o profissional da educação identifica alguma dificuldade na criança, ela é encaminhada automaticamente para uma das unidades do Napem. Para Alexandra, alguns sintomas ajudam os professores a justificar o baixo rendimento do aluno, como problemas na linguagem, de memória, de concentração, na escrita e até mesmo na coordenação motora.

“Quando um aluno apresenta essas características, o profissional da educação deve levar essas observações aos pais. Em seguida, os responsáveis são orientados a buscar informações conosco. Inicialmente, a equipe do Napem faz um levantamento de informações socioculturais, familiares e históricas do aluno. Somente então, inicia o acompanhamento de acordo com a necessidade”, destacou a especialista.

Uma das técnicas utilizadas pelos profissionais do Napem para melhorar a memória e o raciocínio das crianças é a utilização de jogos lúdicos. O método consiste na realização de exercícios práticos, como repetições que estimulam as funções cerebrais.

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