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Mobilização humanitária

Associação Fluminense de Reabilitação promove evento para construção de nova unidade

relogio min de leitura | Redação 10 de agosto de 2015 - 09:17

Segundo Nilce Belchior, será realizada tradicional ‘Jantar Garçom Caixa Alta’ na próxima quinta (13)

Foto: Leonardo Ferraz

Por Daniela Scaffo

O pequeno Matheus Donolato Lopes, de apenas 3 anos, portador de hidrocefalia, é tratado desde que nasceu na Associação Fluminense de Reabilitação (AFR), em Icaraí, Niterói. Como ele, outros quase 2 mil pacientes, de variadas idades e comprometimentos físicos e neurológicos diversos, são tratados na instituição filantrópica, que no momento tem um novo desafio: a construção de uma unidade voltada exclusivamente ao público infantil com necessidades neurológicas. E para ajudar a atingir o objetivo, a entidade realiza, na próxima quinta-feira (13), a 29ª edição do “Jantar Garçom Caixa Alta”.

Segundo a presidente da AFR, Nilce Muller Belchior, o atendimento na nova unidade será especializado para crianças até 13 anos com deficiência intelectual e transtorno do espectro autista, a fim de favorecer sua inserção social e estimular habilidades cognitivas e psíquicas através do trabalho interdisciplinar. As obras devem ser concluídas em até dois anos.

“Ofereceremos nesse novo polo o serviço de medicina, serviço social, psicopedagogia, psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e fisioterapia voltado para crianças com necessidades neurológicas. Estamos muito satisfeitos com os avanços das obras mas ainda precisamos de muita ajuda para terminarmos nossos projetos e acolher mais gente com mais qualidade”, explicou Nilce Belchior informando ainda que o novo núcleo - batizado de Unidade de Reabilitação e Atendimento Especializado Lisaura Ruas - está sendo construída na Rua General Osório, no Gragoatá, em um prédio tombado e está sendo restaurado pela associação.

De acordo com Nilce Belchior, em uma parte do prédio também acontecerão exposições e, em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF), serão oferecidos cursos de pós-graduação e doutorado voltados para a área de reabilitação.
Cerca de 70% dos pacientes da AFR são atendidos pelo SUS; os demais por planos de saúde e particulares. Atualmente, a entidade realiza 25 mil atendimentos mensais.

“Atualmente se alguém vier pedir atendimento após encaminhamento médico, só poderá ser atendido no próximo mês. Mas já tivemos uma fila de espera de três meses. Nosso objetivo é expandir cada vez mais a associação para que mais pessoas tenham acesso a um tratamento de qualidade”, explicou o administrador Telmo Hoelz.

Para ser atendido pela instituição, localizada na Rua Lopes Trovão, 301, Icaraí, o paciente deverá ser encaminhado por um médico ou especialista.

‘Jantar Caixa Alta’ -Para o tradicional evento realizado - que será realizado no Country Club de Niterói, em Pendotiba, a partir das 20h30 - estão sendo esperados cerca de 600 convidados. Com um cardápio saboroso e variado, preparado com carinho pelos melhores buffets da cidade, todos voluntários neste evento, os convidados poderão se deliciar com o melhor da culinária japonesa, turca e brasileira de Norte a Sul do pais, ao som da Banda BR80, numa noite de solidariedade, terminando ainda com uma variedade de sobremesas de dar água na boca.

Os convites ainda podem ser adquiridos na sede da AFR. Mais informações podem ser obtidas no telefone 2109-2626.

Referência em aplicação de próteses

Celmo da Costa está  feliz da vida com uma  prótese implantada depois de um problema vascular
Celmo da Costa está feliz da vida com uma prótese implantada depois de um problema vascular

Referência para 74 municípios do estado do Rio em aplicação de técnicas multi e interdisciplinares de terapias de reabilitação e medicina física para atendimentos de pacientes com alta complexidade reconhecida pelo Ministério da Saúde, a instituição conta com um núcleo de fornecimento de próteses.

De acordo com o fisioterapeuta Mario Goulart Costa, as próteses, que custam de R$3 mil a R$180 mil, são fornecidas pela instituição e custeadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Cerca de 24 próteses são preparadas pela instituição mensalmente.

“Atendo um caso muito interessante de um menino de 8 anos, que é atendido desde que era bebê pela unidade. Ele tem o fêmur e um pezinho em uma das pernas e apenas metade do fêmur e o pezinho na outra. Já fizemos outras próteses para ele e atualmente ele foi chamado para ir para a Califórnia, nos Estados Unidos, para um campeonato de surf para pessoas com deficiência”, contou o fisioterapeuta.

Celmo da Costa, de 55 anos, hoje aposentado, teve um problema vascular há cerca de 2 anos, perdeu uma de suas pernas, e desde então é tratado na instituição. Apenas dois meses atrás, Celmo ganhou uma prótese e hoje pode viver uma vida normal.

“Hoje faço tratamento com a fisioterapeuta para que eu consiga me adaptar à prótese. Atualmente já fico em pé, pego ônibus e realizo minhas atividades sozinho”, explicou Celmo.

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