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Felicidade pura após 3o anos

Graças a trabalho social, idosa reencontra filha que não via desde a adolescência

relogio min de leitura | Redação 02 de agosto de 2015 - 16:41

Por ser muito ativa, Maria José é responsável por lavar toda a louça no Abrigo Cristo Redentor

Marcela Freitas

Há 21 anos, a idosa Iracema Maria de Jesus, a Maria José, de 65 anos, fez do Abrigo do Cristo Redentor o seu lar. Quem vê Maria José, como gosta de ser chamada, nem associa à ela a moradia na instituição. Todos os dias, ela é responsável por lavar toda a louça utilizada no almoço e jantar dos quase 200 idosos. E faz isso como uma velocidade incrível.

O trabalho, na verdade, é uma terapia para a 12ª personagem da série “Residentes do Abrigo”, que está sendo publicada todos os domingos em O SÃO GONÇALO.

Os médicos da instituição até já pensaram em afastá-la por conta das limitações da idade, mas os terapeutas acharam, ao contrário, que a atividade é uma forma de motivá-la. E é bem assim que acontece.

Maria José orgulha-se de seu trabalho e diz que não conseguiria ficar parada. “Sempre trabalhei e amo isso aqui. Só vou deixar de ajudá-los no dia que eu partir. Me sinto mal em ficar parada. Gosto de ver os pratos bem limpinhos e saber que estou contribuindo de alguma forma”, contou.

Mas a ligação de Maria José com a instituição vai muito além de lavar os pratos. Foi graças ao projeto Reencontro com Famílias - realizado pelo Serviço Social e de Psicologia do Abrigo em parceria com o Ministério Público Estadual, que a idosa pode reencontrar sua filha única que ela havia perdido contato por mais de 30 anos.

A jovem foi localizada pela primeira vez em 2010, mas o contato foi perdido e, só em 2014, as duas finalmente voltaram a se ver. Maria José, entretanto, tem alguns lapsos de memória e não se recorda de ter gerado filhos. Ela acredita que tenha adotado a jovem, assim como ela fez com os filhos de suas patroas.

De acordo com a assistente social Daniele dos Santos, Maria José perdeu o contato com sua filha quando ela tinha apenas 13 anos. A filha foi dada à adoção, e no início ela visitava a menina. Os laços foram desfeitos na adolescência.

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