De volta ao habitat natural
Equipes da Coordenadoria Ambiental da Guarda Municipal de Niterói e integrantes do Projeto Aruanã, da Universidade Federal Fluminense (UFF), fizeram ontem a soltura de uma tartaruga no mar na Praia de Itaipu, na Região Oceânica de Niterói.
O animal havia sido resgatado pelos guardas e pelos biólogos do projeto em abril, em Itaipu. Na época, ela estava debilitada, ferida e foi levada para tratamento no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras), da Faculdade Estácio de Sá, em Vargem Grande, no Rio.
Com 72 centímetros e 65 quilos, a tartaruga foi devolvida ao seu habitat natural após receber medicamentos para tratamento naquele instituto de problemas na pele e cortes causados por linhas e anzóis.
A chegada da tartaruga na praia e sua reintegração ao mar despertaram a atenção de banhistas, pescadores e moradores do local. A maioria ficou surpresa com o tamanho do animal e feliz pela possibilidade do mesmo ter conseguido ser salvo.
Morador de Itaipu há 30 anos, o aposentado Francisco Vergueira Costa, de 78 anos, elogiou a ação dos guardas ambientais e dos integrantes do projeto Aruanã.
“Num mundo com tantas pessoas que não ligam para animais ou para a natureza, fico feliz em saber que esse tipo de atitude e de trabalho está tão próximo de nós”, comentou o aposentado.
A coordenadoria ambiental da Guarda Municipal de Niterói vem atuando no recolhimento e resgate de animais auxiliando também no caso de tartarugas assistidas pelo Projeto Aruana. O projeto monitora tartarugas desde 2003 e tem 300 animais marcados.