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Demitidos invadem estaleiro

Eles cobram solução para desemprego em massa de cerca de três mil metalúrgicos

relogio min de leitura | Redação 15 de julho de 2015 - 08:34

Por Sany Medeiros e Thiago Soares

Cerca de 300 trabalhadores ocuparam, ontem, o estaleiro Eisa Petro Um (Estaleiro Mauá), na Ponta D’areia, Niterói, em protesto pela falta de pagamento, demissão de funcionários e retenção de documentos. No fim da tarde, após acordo, os trabalhadores deixaram o local. A situação começou, no início deste mês, quando o estaleiro fechou as portas. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói, uma nova assembleia acontece, hoje, na porta da empresa. O movimento não tem data para acabar.

Segundo Eraldo Alves, diretor do sindicato, a ação serve para pressionar a empresa a cumprir os direitos dos trabalhadores. “Já fomos até a Petrobras, a Transpetro e nada se resolveu. Precisamos da rescisão e da nossa carteira”, disse.

Para um soldador de 25 anos, que foi demitido, a luta é para conseguir a homologação de sua saída e conseguir outro emprego. “Eu fui demitido dia 23 de junho, estava aqui desde 2011. Eu quero homologar a minha saída, receber meu Fundo de Garantia (FGTS) e conseguir outro trabalho. Tenho família, preciso trabalhar”, contou.

Outros funcionários contaram que o atraso no pagamento já ultrapassou 40 dias. Em relação aos demitidos, eles informaram que além da retenção da carteira de trabalho, nenhum deles recebeu o FGTS. Para hoje, está marcada, às 6h, uma nova manifestação em frente ao estaleiro.

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