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Protesto contra demissões

Metalúrgicos fazem manifestação no centro do Rio após fechamento de estaleiro em Niterói

relogio min de leitura | Redação 04 de julho de 2015 - 16:46

Cerca de mil trabalhadores dispensados por empresa participaram do ato, na manhã de ontem

Foto: Divulgação/ A Tribuna

Cerca de mil trabalhadores do Estaleiro Eisa Petro Um (antigo Estaleiro Mauá), de Niterói, fizeram uma passeata em direção à sede da Transpetro, no centro do Rio, para protestar contra as demissões no setor e o fechamento do estaleiro. O ato foi organizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói.

Na última quinta-feira, a empresa comunicou aos trabalhadores a paralisação das atividades por tempo indeterminado alegando problemas financeiros.

A mobilização possibilitou uma nova negociação com a Transpetro para a próxima semana. A Secretaria Geral da Presidência da República também entrou nas negociações. O sindicato pede o fim das demissões e o pagamento das indenizações dos cerca de mil trabalhadores demitidos no último dia 22. Uma nova assembleia com a categoria está agendada para terça-feira no sindicato. Durante as manifestações, a empresa depositou um salário nominal de cada trabalhador demitido na semana passada. Sobre as indenizações das verbas rescisórias, o estaleiro ainda não se manifestou.

“Fizemos uma passeata vitoriosa com os trabalhadores. A Transpetro remarcou a nossa audiência para semana que vem, quando vamos buscar juntos possíveis soluções para a manutenção dos empregos. A empresa sequer se manifestou sobre o fechamento e o pagamento das rescisões. É uma vergonha. São três mil chefes de famílias que dependem dos empregos”, afirma Edson Rocha, presidente do sindicato.

A Transpetro afirmou que está rigorosamente em dia com todas as suas obrigações contratuais com o Estaleiro Eisa Petro Um. A empresa, no entanto, não se manifestou sobre o caso.

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