Protesto contra demissões
Metalúrgicos fazem manifestação no centro do Rio após fechamento de estaleiro em Niterói

Cerca de mil trabalhadores dispensados por empresa participaram do ato, na manhã de ontem
Foto: Divulgação/ A TribunaCerca de mil trabalhadores do Estaleiro Eisa Petro Um (antigo Estaleiro Mauá), de Niterói, fizeram uma passeata em direção à sede da Transpetro, no centro do Rio, para protestar contra as demissões no setor e o fechamento do estaleiro. O ato foi organizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói.
Na última quinta-feira, a empresa comunicou aos trabalhadores a paralisação das atividades por tempo indeterminado alegando problemas financeiros.
A mobilização possibilitou uma nova negociação com a Transpetro para a próxima semana. A Secretaria Geral da Presidência da República também entrou nas negociações. O sindicato pede o fim das demissões e o pagamento das indenizações dos cerca de mil trabalhadores demitidos no último dia 22. Uma nova assembleia com a categoria está agendada para terça-feira no sindicato. Durante as manifestações, a empresa depositou um salário nominal de cada trabalhador demitido na semana passada. Sobre as indenizações das verbas rescisórias, o estaleiro ainda não se manifestou.
“Fizemos uma passeata vitoriosa com os trabalhadores. A Transpetro remarcou a nossa audiência para semana que vem, quando vamos buscar juntos possíveis soluções para a manutenção dos empregos. A empresa sequer se manifestou sobre o fechamento e o pagamento das rescisões. É uma vergonha. São três mil chefes de famílias que dependem dos empregos”, afirma Edson Rocha, presidente do sindicato.
A Transpetro afirmou que está rigorosamente em dia com todas as suas obrigações contratuais com o Estaleiro Eisa Petro Um. A empresa, no entanto, não se manifestou sobre o caso.
