Salas da Casa de Cultura têm sua temperatura monitorada

O diretor José Américo está fazendo medição da umidade e da temperatura nas dez salas da Chat
Foto: Sandro Giron/DivulgaçãoO acervo de mais de três mil livros, documentos, fotografias e mobiliário da Casa Heloísa Alberto Torres (Chat), no Centro de Itaboraí, está, desde o último dia 10, passando por monitoramento de umidade e temperatura ambiente por meio de um aparelho de medição.
Fruto de uma parceria da Fundação Cultural de Itaboraí (FCI) com o Arquivo Nacional, o aparelho ficará, até a próxima segunda-feira, avaliando as condições ambientais de cada uma das 10 salas da Chat para manter o material histórico conservado. Com base nos dados coletados, um relatório será feito pelo Arquivo Nacional para que a administração da FCI faça mudanças de local e posicionamento do acervo, caso necessário.
“Esta medida é de grande importância para a segurança do acervo e é a primeira vez que é feita pela casa de cultura”, informa o presidente da FCI, Cláudio Rogério Dutra.
Segundo o diretor-executivo da Chat, José Américo Monteiro, até janeiro do ano que vem, será concluída a redistribuição do acervo que hoje ocupa cinco salas. “A apresentação do novo layout será feita, até o início de agosto, ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para aprovação. Com o sinal verde do instituto, em cinco meses, conseguimos terminar a distribuição interna das obras. Temos que obedecer critérios científicos de manuseio e conservação das obras”, explica Monteiro.
Ele acrescenta que será realizado novo monitoramento no início de 2016. “É preciso fazer a medição da umidade e temperatura das salas no verão para verificar se precisaremos fazer alguma adequação do novo layout do acervo”, finaliza o diretor-executivo.