Avenida 22 de Maio será revitalizada por etapas

Obras começaram no fim de 2014 e vão ser realizadas aos poucos para não comprometer trânsito
Foto: DivulgaçãoEsperada há décadas pela população, a revitalização total da Avenida 22 de Maio, principal via de Itaboraí, entra em nova fase a partir deste mês. O primeiro segmento a receber as melhorias já tem obras de drenagem e infraestrutura. O trecho, que vai da ponte de Venda das Pedras ao Trevo da Reta, será o primeiro a ficar pronto. Atualmente, cerca de 50 homens realizam os trabalhos, atuando também nas proximidades de Joaquim de Oliveira, onde está sendo instalado um canteiro de obras de 2.100m².
Nas proximidades da ponte de Venda das Pedras, operários sinalizam para que os motoristas diminuam a velocidade e aumentem a atenção. À medida em que os trabalhos avançarem, o número de máquinas e trabalhadores na pista irá aumentar e poderá haver a necessidade de algumas intervenções viárias. Por enquanto, as obras irão ocorrer apenas nas margens da rodovia.
“Toda a obra da Avenida 22 de Maio será realizada em etapas. Além de atender a questões técnicas, isso também ameniza possíveis transtornos no trânsito”, disse o prefeito Helil Cardozo.
Os trabalhos de revitalização da Avenida 22 de Maio começaram, no fim de 2014, com a demolição de quiosques inacabados às margens da via, em Joaquim de Oliveira, e os trabalhos de drenagem na região onde está sendo instalado o canteiro de obras. Também já foi realizado o levantamento topográfico ao longo da avenida.
“Aguardamos apenas a finalização do projeto executivo, previsto para o fim desta semana, para detalharmos melhor todos os prazos e cada uma das etapas”, explicou Rojas Felício Ferreira, engenheiro responsável pela obra.
Via recebe 100 mil carros por dia e corta 9 bairros
No total, serão contemplados os nove quilômetros da avenida em um investimento de R$ 186 milhões do Governo do Estado em parceria com a prefeitura. Além de nova pavimentação, a via terá áreas duplicadas e ganhará equipamentos modernos de iluminação com fiação subterrânea, áreas de lazer, acessibilidade, ciclovia, ponte, passarela e a construção de uma grande praça em Joaquim de Oliveira, com um centro de convenções, oficinas de arte oleira e lojas para a venda do artesanato produzido no local.
Além de servir como acesso ao Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), a via recebe todo o trânsito que flui para os demais bairros e funciona como alternativa à BR-101, em direção às regiões dos Lagos e Serrana. A via recebe cerca de 100 mil veículos por dia, segundo a secretaria municipal de Transportes, e corta o Centro e outros nove bairros, abrigando a maior parte do setor de comércio e serviços do município.
“Esse é um desejo antigo dos moradores. Essa obra, e a chegada da ciclovia, representarão, além de mais mobilidade para os motoristas, uma segurança para os ciclistas”, disse o mecânico Robson Luiz de Andrade, de 45 anos.