Empresas têm até maio para adotar Lei do Jovem Aprendiz

Vereador Irmão Caio, o secretário Aleksander Santos e o subsecretário de Trabalho e Renda, Leonardo Amando, reunidos
Foto: Divulgação/ PMIEmpresas com atuação em Itaboraí que não cumprem as determinações da Lei Municipal do Jovem Aprendiz têm até maio para se adaptarem ao texto. O ultimato foi dado pelo secretário de Trabalho e Renda do município, Aleksander Santos, e pelo autor da lei, vereador Irmão Caio, que prometeram mais rigor nas fiscalizações a partir do próximo mês. De acordo com a norma, sancionada no ano passado pelo prefeito de Itaboraí, Helil Cardozo, os estabelecimentos são obrigados a contratar, no mínimo, 5%, e no máximo, 15%, o número de jovens entre 14 e 24 anos para os seus quadros de funcionários. A multa, em caso de descumprimento, é de até cinco salários mínimos.
“Nosso objetivo não é penalizar ninguém, ao contrário. Queremos garantir mais oportunidades para essa parcela da população que encontra dificuldades para ingressar no mercado de trabalho. A Lei do Jovem Aprendiz permite a formação prática dos jovens e a aquisição da experiência profissional em diferentes áreas. Isso, na verdade, se trata de um investimento, tendo em vista que o empresário contará, no futuro, com um profissional adaptado à cultura da empresa. Ter jovens produtivos é essencial para o crescimento econômico de Itaboraí”, afirmou Aleksander Santos.
De acordo com a Lei Municipal, o Jovem Aprendiz tem uma jornada de trabalho de quatro dias semanais, com quatro horas cada. O contrato, de até dois anos, está condicionado à anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) e à frequência na escola. Uma comissão formada por integrantes da Secretaria Municipal Trabalho e Renda, Câmara de Vereadores, Conselho Tutelar e Ministério do Trabalho (MT) vai fiscalizar os estabelecimentos. A prioridade, segundo o vereador Irmão Caio, membro da Comissão de Trabalho e Renda da Câmara de Itaboraí, é para as empresas que atuam no canteiro de obras do Complexo Petroquímico do Rio (Comperj).
“Percebemos que a ociosidade dos jovens e a falta de oportunidades são fatores que influenciam na prática de atos ilícitos Portanto, facilitar o acesso ao primeiro emprego dessa faixa etária é nossa prioridade nesse momento”, disse.