Tuberculose: índices de cura subiram para mais 73%

Números foram apresentados pelo secretário de Saúde, Edilson Santos, em seminário
Foto: DivulgaçãoA Secretaria Municipal de Saúde de Itaboraí (SEMS) e a Coordenação do Programa Estadual da Tuberculose apresentaram os levantamentos e indicadores da doença no Estado do Rio e em Itaboraí. De acordo com dados do setor de Vigilância Epidemiológica de Itaboraí, o número de pessoas que abandonam o tratamento da tuberculose caiu de 30%, em 2002, para 8,5% em 2013. Os indicadores de cura também melhoraram. Em 2002 eram 62% e em 2013 somam 73,8%. Em 2014, foram registrados 92 casos de tuberculose em Itaboraí. A taxa de incidência média foi de 40,5 casos por 100 mil habitantes. Em 2013 esse número foi de 51,1.
Ainda de acordo com o relatório, nos últimos 10 anos, foram notificados 1.652 casos. Desse total, 66% pertencem ao sexo masculino e 34% ao sexo feminino. As pessoas entre 20 e 34 anos foram as mais atingidas, com 37%. Já entre os que possuem de 35 e 49 anos, somaram 29%; e de 50 e 64 anos, foram 18%.
Entre os pacientes com algum tipo de agravo, o alcoolismo correspondeu por 42% das notificações, enquanto a Aids representou 18%, assim como o diabetes, e doenças mentais 5%. Outras enfermidades somaram 17%.
A apresentação ocorreu durante o III Seminário de Avaliação e Fórum de Pesquisas Operacionais, realizado no salão nobre da Prefeitura.
Para o secretário municipal de Saúde, Edilson Francisco dos Santos, a queda no indicador de abandono e o crescimento no índice de cura traduzem o esforço contínuo de toda a rede realizado nos últimos anos. Ele também lembrou a importância de ações integradas com outras pastas para melhorar ainda mais os indicadores.
“Nós avançamos muito, porém, ainda não chegamos a nossa meta. A Organização Mundial da Saúde (OMS) determina que os municípios atinjam o índice de cura acima de 85% e reduzam para 5% a taxa de abandono dos pacientes em tratamento. A gente está dando passos importantes, por exemplo, com os atendimentos supervisionados, os grupos de adesão - formados por pacientes em tratamento - e a entrega da nova sede do Programa Municipal do Controle da Tuberculose (PCT) e do Laboratório Municipal - Setor de Tuberculose. Contudo, para irmos mais além, precisamos de ações intersetoriais”, afirmou o secretário.
Estado - Já a Coordenação do Programa Estadual da Tuberculose apresentou os últimos indicadores da doença no Estado do Rio de Janeiro. Segundo o relatório, em 2013 foram notificados 14.128 casos . Desse total, 87,3% foram localizados na regiões metropolitanas I e II. Dos casos notificados, 10% eram portadores de HIV positivo e cerca de 14% foram classificados como retratamentos - pacientes que em alguma fase da vida já desenvolveram a doença. De acordo com a Coordenação Estadual, os dados de 2014 ainda estão sendo consolidados, uma vez que até então há pacientes notificados com a doença no ano passado e que ainda permanecem em tratamento, que dura no mínimo 6 meses.
Para a gerente da Pneumologia Sanitária do Estado do Rio de Janeiro e coordenadora do Programa Estadual da Tuberculose, Ana Alice Bevilaqua, as regiões metropolitanas concentram o maior número de casos.