Vigilantes da Imprensa Oficial em greve por atraso nos pagamentos

Os vigilantes em greve são contratados pela empresa Prol
Foto: Alex RamosPor Marcela Freitas
Há um mês sem receber o salário e benefícios, como ticket-refeição e vale-transporte, vigilantes que prestam atendimento à Imprensa Oficial, em Niterói, cruzaram os braços na manhã de ontem. O mesmo acontece com vigilantes do Rio Poupa Tempo.
Segundo o Sindicato dos Vigilantes de Niterói, São Gonçalo e Região, os trabalhadores que são contratados pela empresa Prol (antiga Facility), prestadora de serviço do Governo do Estado, podem parar suas atividades também na próxima segunda-feira, no Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro (IASERJ) e na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UFRJ).
De acordo com o presidente do Sindicato, Cláudio José, a entidade tentou vários acordos com a empresa. Entretanto, há pelo menos uma semana, a empresa não retorna as ligações. Atualmente, os vigilantes recebem pouco mais de R$ 1,5 mil por mês e ticket-refeição no valor de R$ 16,50, além de vale-transporte.
“Essas pessoas têm família e contas a pagar. Nem o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) está sendo recolhido. Enquanto os salários não forem pagos ninguém volta aos postos de trabalho”, afirmou.
Com atrasos no pagamento, os vigilantes Daniel Arruda da Silva, 37, e Carlos Silva Oliveira, 32, estão com contas atrasadas. “Tenho três filhos para cuidar. Estou fazendo alguns trabalhos por fora, mas não é o suficiente. As contas não param de chegar e as dívidas estão se acumulando”, disse Daniel.