Prejuízo das escolas de samba de Niterói pode chegar a R$ 1 milhão

Funcionários da Emusa ajudam a recuperar as alegorias
Foto: Alex RamosPor Marcela Freitas
Representantes das escolas de samba de Niterói, que tiveram alegorias destruídas na ação clandestina de retirada de materiais de Carnaval de um dos galpões do extinto quartel do Exército, no Barreto, durante a Semana Santa, começam a contabilizar, de forma detalhadas os prejuízos.
Com apoio da Empresa Municipal de Urbanização, Moradia e Saneamento (Emusa), as alegorias, que haviam sido jogadas em um matagal, foram colocadas em um local onde possa haver uma avaliação mais detalhada dos danos.
O presidente da União das Escolas de Samba e Blocos Carnavalescos de Niterói (Uesbcn), André Nogueira, explicou que já foi feito um inventário dos danos e agora será realizado um levantamento das avarias, para que o relatório seja apresentado à secretária de Governo, Maria Célia.
“Nos pediram uma proposta de galpão e entregamos seis opções de aluguel entre os bairros Ponto Cem Rés e Centro. Os prejuízos são em torno de R$ 1 milhão. Mas cada presidente virá fazer a sua avaliação”, contou Nogueira.
Futuro incerto - Segundo André, a preocupação das 27 agremiações que desfilam em Niterói é sobre o futuro do carnaval de 2016.
“A pergunta que todos me fazem é se terá carnaval no próximo ano, mas infelizmente não sei responder. Vai depender da avaliação dos danos que, em sua maioria, são irreparáveis”, afirmou.
Presidente do Grêmio Recreativo Escola de Samba Experimenta da Ilha da Conceição, Rodinei Pinto Pontes, 47 anos, disse que os mais de 500 componentes estão tristes com o que aconteceu.
“Você deixa todo material em um local acreditando estar seguro e de repente vê que tudo acabou. Estamos chocados”, afirmou.