Clínica do Autista recebe ex-craques do Flamengo

Durante a visita à Clínica-Escola, os craques interagiram com os autistas e seus familiares
Foto: Sandro Giron/ DivulgaçãoDois ex-jogadores do Flamengo, Adílio e Júlio Cesar, o Uri Geller, estiveram, na última sexta-feira, na Clínica-Escola do Autista de Itaboraí. A visita ocorreu após 20 autistas da instituição entrarem em campo no Maracanã, antes do Fla-Flu disputado no último domingo.
Durante a visita à Clínica-Escola, os craques conheceram as instalações da instituição e interagiram com os autistas e seus familiares, e também com os funcionários. A dupla foi recebida pela diretora Valéria Sales e por Berenice Piana, militante da causa e autora da Lei 12.764, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista no Brasil.
Entre aqueles que aguardavam a visita dos ex-atletas - campeões do mundo em 1981 pelo Flamengo - estava o menino autista Marcos Matheus, de 12 anos. Rubro-negro convicto, o garoto se destacou durante a visita ao Maracanã, quando só aceitou entrar em campo se usasse uma pulseira de identificação com o símbolo do clube da Gávea.
“Meu filho sempre teve paixão pelo Flamengo. Ele não aceita beber nada se não for na caneca com o escudo do time”, diz o pai de Matheus, o técnico em saúde pública Marcos Vinícius, 40 anos, depois de tirar uma foto com os ídolos. “Estou muito feliz em poder proporcionar a ele mais essa alegria”.
Berenice Piana explicou a Adílio e Júlio Cesar alguns aspectos do autismo. Eles puderam também acompanhar as atividades desenvolvidas junto às crianças.
“Costumamos visitar muitas instituições, mas é a primeira vez que conhecemos um local destinado a autistas”, disse Adílio.