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Samba em ritmo lento

Falta de planejamento para Carnaval 2016 em Niterói pode gerar redução de alegorias

relogio min de leitura | Redação 29 de dezembro de 2015 - 20:04

OI galpão cedido pelo prefeitura ainda não tem energia elétrica nem abastecimento de água

Foto: Divulgação

Faltando pouco mais de um mês para o Carnaval de 2016, os integrantes das 30 agremiações escaladas para os desfiles oficiais na Rua da Conceição, no Centro de Niterói, tem motivos de sobra para se preocuparem. A crise que assola o país pode determinar a redução das verbas a serem destinadas aos sambistas para a realização do espetáculo, o que representa, pela primeira vez, uma real ameaça a qualidade do evento em onze edições. Sem saber qual será o planejamento financeiro por parte do poder público, eles podem ter que reduzir componentes e suprimir alegorias para irem às ruas.

O plano proposto pela União das Escolas de Samba e Blocos Carnavalescos de Niterói (Uesbcn) era que os desfiles oficiais voltassem a ser realizados em quatro dias - 6,7 8 e 9 - de fevereiro, sendo a primeira data, destinada a agremiações convidadas e blocos que porventura quisessem se apresentar. Os sambistas, no enanto já foram comunicados pela empresa Niterói, Lazer e Turismo (Neltur) que a exemplo do que aconteceu no ano passado, as apresentações irão se restringir ao domingo e segunda terça-feira, com as apresentações da agremiações do Grupo Especial de Enredo (10), do Grupo de Acesso (10) e do Grupo Principal (10), respectivamente.
Durante a última semana santa, no mês de abril, os alegorias e esculturas guardadas por parte das agremiações no galpão que funcionava no extinto quartel do Exército no Barreto, foram retiradas do local, destruídas e expostas ao tempo. A ação foi de responsabilidade dos operários da empresa responsável pela construção da nova sede da Guarda Municipal no local.

A prefeitura de Niterói, através da Empresa Municipal de urbanização Moradia e Saneamento (Emusa), alugou um galpão na Avenida Feliciano Sodré, no Ponto Cem Reis, e o cedeu as agremiações. Mas diante da falta de definição sobre o planejamento dos desfiles o o ressarcimento das agremiações pelos prejuízos de correntes da destruição, o novo local pouco foi usado. Apesar do contato de aluguel do imóvel ter sido firmado em meados de outubro, galpão ainda está sem fornecimento de água e energia elétrica.

Campeão do ano passado, no Grupo Especial de Enredo, o presidente da Combinados do Amor, Carlos Chororó, diz não saber o que fazer para manter a qualidade de 2015. “Estou cheio de dívidas e remando contra a maré para fzer um trabalho digno. Com essas condições, será difícil continuar”, afirmou. Já o presidente da Sabiá, Jhonatan dos Anjos, que diz ter sido vítma da destruição de todos carros que estavam no Barreto, sendo que uma delas era equipada com motor, para facilitar o deslocamento. “Perdi um patrimônio que demoramos anos para conseguir”, declarou.

A Uesbcn prevê dificuldades caso os valores sejam repassados e, cima da hora. “Nessa época, os produtos ficam muito mais caros”, afirmou Sérgio Soares, diretor de Comunicação da entidade. A Neltur não se pronunciou sobre o assunto.

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