Carnaval de Niterói ainda está ameaçado

Agremiações querem soluções para destruição de material
Foto: Sergio Gomes/DivulgaçãoTrinta e seis dias após a ação clandestina que provocou a destruição de estruturas de carros alegóricos e esculturas de um dos galpões do extinto quartel do Exército na Avenida General Craveiro Lopes, no Barreto, na Zona Norte da cidade, os sambistas de Niterói se reuniram para avaliar esse assunto e discutir alternativas para tentar traçar um plano de trabalho com vistas ao carnaval de 2016. O encontro aconteceu no auditório da Câmara Municipal de Niterói, no centro da cidade, onde os 32 representantes das agremiações filiadas à União das Escolas de Samba e Blocos Carnavalescos de Niterói(Uesbcn), foram recebidos pelo presidente da Casa, o vereador Paulo Bagueira.
No encontro, os representantes das agremiações cobraram das autoridades soluções, não apenas sobre o ressarcimento dos prejuízos provocados pela destruição do patrimônio, mas também para questão da implantação de um novo barracão. “Não há como traçar uma meta de trabalho para o próximo carnaval sem saber se haverá, ou não, uma área para a montagem das alegorias. Mas antes de se definir essa questão, é preciso saber o que será feito para ressacir os prejuízos das escolas”, afirmou o presidente da Uesbcn, André Nogueira.
Hoje, a direção da Uesbcn receberá das doze agremiações que tiveram o material destruído no início do mês passado no Barreto, um inventário que descrimina os tipos de objetos que foram danificados por funcionários de uma empresa contratada pela Prefeitura para a construção da nova sede da Guarda Municipal no lugar do extinto quartel do Exército do Barreto.