Apuração sobre participação de Ronnie Lessa é suspensa pela PM
Somente após a conclusão do processo criminal do qual ele é réu, que a investigação continuará.

A Polícia Militar suspendeu uma apuração interna sobre a participação do policial reformando Ronnie Lessa, na morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, que aconteceu em março de 2018, até a conclusão do processo criminal pelo Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) do qual ele é réu. Ronnie está preso desde 2019, quando foi acusado de ter efetuado os disparos contra o carro da parlamentar e seu motorista. Ele foi preso junto do ex-PM Élcio de Queiroz, que segundo a polícia, era quem dirigia o veículo que seguia as vítimas.
Segundo a Polícia Militar, seus trâmites administrativos não foram arquivados e sim suspensos, tratando-se de um ato para aguardar a conclusão do processo criminal. Em julho, o PM reformado e mais quatro pessoas, sendo uma delas, sua esposa e seu cunhado, foram condenados por destruição e ocultamento de provas pelos assassinatos.
Após um ano do assassinato da vereadora e do motorista,segundo a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), houve uma ação movida pelos quatro acusados, para retirar e destruir as armar escondidas por Lessa em um apartamento alugado. Os acusados teriam retirarado as armas do lote e jogado no mar da Barra da Tijuca.
A PM decidiu abrir outra investigação após essa condenação que ocorreu em julho deste ano. Neste caso a Justiça entendeu que entre as armas que foram jogadas ao mar, poderia estar a submetralhadora usada para matar Marielle.