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Estudante de jornalismo de Niterói e esfaqueado durante assalto no Rio

relogio min de leitura | Redação 18 de novembro de 2015 - 21:08

Alex levou facadas nas costas

Foto: Divulgação

Por Elena Wesley

O estudante de jornalismo Alex Tietre, de 38 anos, foi esfaqueado na noite de terça-feira, no Catete, Zona Sul do Rio, quando seguia de bicicleta em direção à Praça XV para pegar a barca com destino a Niterói, onde mora.

Alex estuda na Faculdade Pinheiro Guimarães, no Catete, e há quase três anos faz o trajeto de bicicleta. De acordo com ele, três homens o abordaram na altura do Hotel Glória por volta das 22h e o agrediram.

“Eu estava no início do Aterro do Flamengo quando um rapaz surgiu à minha frente. Eu desviei dele, mas outros dois surgiram. Um chutou a minha bicicleta, me derrubando no chão. Eles me chutavam, enquanto um deles gritava ‘Vamos matar! Vamos matar!’. Acredito que tenha sido ele quem me golpeou com a faca”, contou Alex.

O trio fugiu, levando a bicicleta dobrável, que custa cerca de R$2 mil, mas não exigiu dinheiro nem outros objetos de valor. Alex pediu ajuda em um posto de gasolina próximo ao local do crime, onde um taxista se solidarizou.

“Eu sentia muita dor e a uma sensação quente nas costas, mas até então não havia percebido o grau dos ferimentos. Foi o taxista quem alertou os profissionais na ambulância que eu havia sido esfaqueado”, lembrou Alex, que também é ator.

Morador de Santa Rosa, na Zona Sul de Niterói, ele foi levado para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro, e depois transferido ao Hospital São Lucas, em Niterói. Alex teve fraturas na clavícula e escoriações no braço, mas recebeu alta na tarde de ontem e passa bem.

Apesar do choque, o estudante e autor do blog “Ser gay é ‘mara’”, que aborda causas LGBT, afirma que não pretende abandonar o hábito de pedalar.

“É claro que eu sabia do risco, mas ele existiria de bicicleta, a pé ou de carro. Se começarmos a pensar em todos estas possibilidades, vamos desistir de sair de casa. Não podemos mudar nossas rotinas. É o quadro de segurança que precisa mudar”, destacou o amante do ciclismo que também faz o percurso de casa até o trabalho, em São Francisco, de bicicleta.

Mais policiamento - “Ao longo de três anos percorrendo o mesmo trajeto vi policiais somente uma vez, por conta de um evento musical. São vários casos, mas não há mudança. Vou registrar o meu caso assim que me recuperar”, destacou o ciclista, acrescentando que um policial da 9ªDP (Catete) coletou informações e aguarda a vítima para assinar o depoimento.

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