Estudantes com distúrbios alimentares são avaliados

Alunos fazem consulta individual com nutricionista, que dura entre 20 e 40 minutos cada
Foto: DivulgaçãoCom apenas nove anos, Vitória já pesa 69,5 kg, quase 15 acima do que está definido no Caderno de Vigilância Alimentar do Ministério da Saúde (MS). Por meio de uma iniciativa da prefeitura de Itaboraí, ela e outros 170 estudantes da rede municipal de ensino em situação de magreza extrema ou obesidade grave foram avaliados e serão acompanhados mensalmente por nutricionistas. O grupo foi identificado a partir de um levantamento realizado, no início do ano, com cerca de 6.700 crianças.
“Geralmente, levo biscoito e suco para a escola. Às vezes, também como salgadinhos”, diz Vitória, que a partir de agora deverá seguir a dieta estabelecida pelos profissionais da Secretaria de Saúde de Itaboraí. Da mesma forma, o aluno Pedro, de 13 anos, também terá que mudar a rotina alimentar. “Gosto muito de refrigerante. Se deixar, bebo quase dois litros por dia”, contou Pedro, acompanhado da mãe.
As ações para corrigir as distorções no peso são promovidas pelo “Programa Municipal de Vigilância Alimentar e Nutricional” (Pan), em parceria com o “Saúde na Escola” (PSE). Esse mês, as equipes realizaram nova pesagem e conferiram a altura das crianças que passaram pelo levantamento antropométrico no início do ano. Esse instrumento é usado para apontar as médias corporais. “A consulta individual dura entre 20 e 40 minutos. É importante que os pais se conscientizem da importância de levar as crianças às consultas. A partir da obesidade, podem surgir outras complicações, como diabetes e hipertensão”, explica a nutricionista Marcele Costa Aguiar, que realiza os atendimentos ao lado de outras quatro profissionai
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