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Imóveis são deteriorados por vândalos e ladrões

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 03 de novembro de 2015 - 20:57

Apartamentos que estão sendo construídos em Itambi tiveram caixas d’água, fiação elétrica e encanamentos roubados este mês

Foto: Leonardo Ferraz

Por Daniela Scaffo

O conjunto residencial de Itambi, Itaboraí, localizado na Rodovia 493, Km 5 (Manilha-Magé), que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal para o programa “Minha Casa Minha Vida”, está com as obras paralisadas há três meses. Sem receber investimentos por conta da crise financeira, as obras foram abandonadas pela construtora e agora há ainda um outro agravante: ladrões invadem com frequência o local para roubar assessórios de construção que haviam sido instalados, como caixas d’água, fiação elétrica e encanamentos.

Por conta dos sucessivos casos de roubo, o secretário de Habitação do município de Itaboraí, Wolney Trindade, fez um registro de ocorrência na 71ª DP (Itaboraí), na última quinta-feira, para que fossem investigados os autores dos crimes. Esta é a quarta vez, em dois meses, que invadem as construções, que contam com 256 apartamentos que serviriam para atender a população da localidade que mora em área de risco.

“Desde a falência do Complexo Petroquímico (do Estado do Rio de Janeiro/Comperj), a arrecadação do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) caiu quase R$ 20 milhões por mês no município. Com a crise instalada, a construtora decidiu abandonar as obras e todos os funcionários do canteiro de obras foram demitidos. Sem vigias no local, as instalações estão sendo roubadas”, contou o secretário.

As obras já haviam sido abandonadas anteriormente, no período de dois anos, entre 2011 e 2013, onde também foram furtados vasos sanitários, torneiras, entre outros objetos. De acordo com o secretário, o conjunto residencial recebeu um investimento de, aproximadamente, R$25 milhões para a construção e já contabiliza um prejuízo de R$ 100 mil com os crimes.

Com os problemas, os prédios, que estão 80% construídos, estão cada vez mais longe de serem entregues aos futuros moradores. “Os apartamentos eram para ter sido entregues aos moradores esse ano. Já temos quase 80% das obras concluídas, mas como tivemos novamente problemas com a construtora, as obras tiveram que ser paralisadas mais uma vez. Leva seis meses, no mínimo, para conseguirmos a licitação para uma nova empresa assumir o canteiro e isso só atrasa a entrega das moradias”, finalizou Wolney.

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