Instagram Facebook Twitter Whatsapp
Dólar R$ 5,0748 | Euro R$ 5,8452
Search

Presidente da Câmara vai entrar com recurso

relogio min de leitura | Redação 14 de outubro de 2015 - 20:22

Ministro Marco Aurélio disse que decisão não teve interferências

Foto: Divulgação

O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse, ontem, que não houve interferência no Poder Legislativo nas decisões da Corte que suspenderam o rito adotado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para eventual abertura de processos de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Cunha informou que irá encaminhar ao Supremo Tribunal Federal (STF) até amanhã, um recurso contra as liminares dos ministros.

Ao comentar as decisões, Marco Aurélio disse que os ministros Rosa Weber e Teori Zavascki concederam as liminares por entenderem que houve um atropelo das regras de tramitação de impeachment. “A última trincheira da cidadania é o Judiciário, é o Supremo. A partir do momento em que constataram que estaria havendo o atropelo das normas do próprio processo de impeachment, eles atuaram e a presunção é de que atuaram corretamente”, afirmou o ministro.

Marco Aurélio também lembrou que não cabe ao Supremo definir o rito que deve ser seguido por Eduardo Cunha. “O Supremo não estabelece rito, apenas verifica se está em harmonia, ou não, o procedimento com o direito posto, estabelecido. Há uma lei a ser observada, que é a 1079 [Lei 1.079/1950]”.

Segundo a Lei 1.079/ 1950, a denúncia contra o presidente da República por crime de responsabilidade pode ser feita à Câmara dos Deputados por qualquer cidadão e deve ser acompanhada de documentos que comprovem as acusações ou por informações sobre como encontrar as provas.

Aceito o processamento da denúncia pelo presidente da Câmara, uma comissão especial deve ser criada em 48 horas para analisar a denúncia. Após parecer da comissão, o processo segue para o plenário da Casa para votação.

A oposição, que havia apresentado questão de ordem pedindo a Cunha para definir o rito do impeachment, quer que as três liminares sejam julgadas pelo plenário do STF.

Matérias Relacionadas