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Caderno Educação - Mais oportunidades com a tecnologia

Atualmente se torna cada vez mais comum o surgimento de profissões que dependem parcial ou totalmente da tecnologia

relogio min de leitura | Redação 26 de novembro de 2017 - 18:34
 Igor Cunha Souza é desenvolvedor web e conta que só não está conectado nas horas que está dormindo
Igor Cunha Souza é desenvolvedor web e conta que só não está conectado nas horas que está dormindo -

Quem poderia imaginar que em 2017 grande parte da população viveria “conectada”? Um cenário difícil de imaginar há 10 ou 20 anos. Mas hoje se torna cada vez mais comum o surgimento de profissões que dependem parcial ou totalmente da tecnologia.

Enquanto alguns cargos se adaptaram a essa nova realidade, outros novos apareceram e, apesar de ainda pouco conhecidos, se mostram essenciais para o andamento de pequenas e grandes empresas.

Alguns exemplos são copywriter (também chamado de gerador de conteúdo), analista de mídias sociais, youtuber e digital influencer (influenciador digital), desenvolvedor de jogos, aplicativos e programas e até os novos profissionais liberais, como o Uber. 

Sem falar nos profissionais de Tecnologia da Informação (TI), engenheiros, programadores, cientistas e web designers, que trabalham tendo a tecnologia, a rede e a internet como suporte principal para execução de tarefas.

“Estamos num momento de transição tecnológica. Vivemos um fim da 4ª revolução tecnológica, que se iniciou com transistor e microchips na década de 70 e que gerou uma nova economia, com trabalhadores polivalentes, formas flexíveis de trabalho, treinamento regular de trabalho, maior demanda por trabalhadores do conhecimento e crescimento do serviço gerencial. Este caminho vem gerando especialistas em diversas áreas que têm a internet e a rede como suporte”, explica o engenheiro eletrônico e professor da UFF, Franklin Dias Coelho.

Desconectado só ao dormir

Além destas, há ainda as profissões que usam a tecnologia em áreas específicas, como na área de saúde, por exemplo: pesquisador em biotecnologia, bioquímico de nanotecnologia ou ainda editor de DNA; e em desenvolvimento de produtos como o designer de impressão 3D ou técnico de drones.

Como em toda profissão, formalizada ou não, é preciso o máximo de conhecimento possível na área para se destacar no mercado de trabalho e, inclusive, estar preparado para apostar na mudança da profissão. É o que explica Áurea Corrêa, especialista em Recursos Humanos na Fundação Getúlio Vargas (FGV). 

“Independente do cenário financeiro, profissões como influenciadores digitais, Uber, desenvolvedor de aplicativos, TI e outros, seguem em alta empregabilidade. O atual momento é propício para aproveitar essas oportunidades, pois estão em alta ascensão, tem bons salários e ainda demonstram carência de profissionais qualificados”, argumenta.

Desenvolvedor web, atualmente atuando em uma empresa de pagamentos, Igor Cunha Souza é daqueles que acredita ser praticamente impossível alguém ficar um dia inteiro totalmente desconectado. Mais do que vantagens de salário ou de oportunidades de mercado, Igor conta que foi levado a trabalhar na área pelo encanto da tecnologia, que permite “automatizar as coisas e otimizar o tempo”.

“Tirando as horas que estou dormindo, estou sempre conectado. Seja no GPS, respondendo e-mails na barca, ou mesmo ouvindo música enquanto monto relatórios. O interessante da minha área é que podemos focar nas empresas que se importam realmente com a capacidade da pessoa executar tarefas e não se ela trabalha de bermuda e chinelo”, conta. 

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