Caderno Educação - Mais oportunidades com a tecnologia
Atualmente se torna cada vez mais comum o surgimento de profissões que dependem parcial ou totalmente da tecnologia

Quem poderia imaginar que em 2017 grande parte da população viveria “conectada”? Um cenário difícil de imaginar há 10 ou 20 anos. Mas hoje se torna cada vez mais comum o surgimento de profissões que dependem parcial ou totalmente da tecnologia.
Enquanto alguns cargos se adaptaram a essa nova realidade, outros novos apareceram e, apesar de ainda pouco conhecidos, se mostram essenciais para o andamento de pequenas e grandes empresas.
Alguns exemplos são copywriter (também chamado de gerador de conteúdo), analista de mídias sociais, youtuber e digital influencer (influenciador digital), desenvolvedor de jogos, aplicativos e programas e até os novos profissionais liberais, como o Uber.
Sem falar nos profissionais de Tecnologia da Informação (TI), engenheiros, programadores, cientistas e web designers, que trabalham tendo a tecnologia, a rede e a internet como suporte principal para execução de tarefas.
“Estamos num momento de transição tecnológica. Vivemos um fim da 4ª revolução tecnológica, que se iniciou com transistor e microchips na década de 70 e que gerou uma nova economia, com trabalhadores polivalentes, formas flexíveis de trabalho, treinamento regular de trabalho, maior demanda por trabalhadores do conhecimento e crescimento do serviço gerencial. Este caminho vem gerando especialistas em diversas áreas que têm a internet e a rede como suporte”, explica o engenheiro eletrônico e professor da UFF, Franklin Dias Coelho.
Desconectado só ao dormir
Além destas, há ainda as profissões que usam a tecnologia em áreas específicas, como na área de saúde, por exemplo: pesquisador em biotecnologia, bioquímico de nanotecnologia ou ainda editor de DNA; e em desenvolvimento de produtos como o designer de impressão 3D ou técnico de drones.
Como em toda profissão, formalizada ou não, é preciso o máximo de conhecimento possível na área para se destacar no mercado de trabalho e, inclusive, estar preparado para apostar na mudança da profissão. É o que explica Áurea Corrêa, especialista em Recursos Humanos na Fundação Getúlio Vargas (FGV).
“Independente do cenário financeiro, profissões como influenciadores digitais, Uber, desenvolvedor de aplicativos, TI e outros, seguem em alta empregabilidade. O atual momento é propício para aproveitar essas oportunidades, pois estão em alta ascensão, tem bons salários e ainda demonstram carência de profissionais qualificados”, argumenta.
Desenvolvedor web, atualmente atuando em uma empresa de pagamentos, Igor Cunha Souza é daqueles que acredita ser praticamente impossível alguém ficar um dia inteiro totalmente desconectado. Mais do que vantagens de salário ou de oportunidades de mercado, Igor conta que foi levado a trabalhar na área pelo encanto da tecnologia, que permite “automatizar as coisas e otimizar o tempo”.
“Tirando as horas que estou dormindo, estou sempre conectado. Seja no GPS, respondendo e-mails na barca, ou mesmo ouvindo música enquanto monto relatórios. O interessante da minha área é que podemos focar nas empresas que se importam realmente com a capacidade da pessoa executar tarefas e não se ela trabalha de bermuda e chinelo”, conta.