Rio de Vale do Sol está cheio de lixo e inunda com chuvas

Por Matheus Merlim
“Aqui, a gente come poeira e vomita tijolo”. É assim que o ‘maitre’ Roberto de Souza, de 52 anos, descreve o Vale do Sol, loteamento de São Joaquim, em Itaboraí. Além da falta de pavimentação em quase todo o local, moradores também sofrem com o assoreamento de um rio, que corta a região. Toda vez que chove forte, o medo de uma nova enchente toma conta da população.
“A água já chegou a 80 cm na minha casa. Eu tive que correr para tirar os móveis, mas perdi algumas coisas. Fora que para sair de casa, por causa da lama, a gente precisa colocar saco plástico no pé para não se sujar muito”, conta Roberto, morador da Rua H.
Quem mora na Alameda Onofre Camacho, conhecida como antiga Alameda 1, sofre ainda mais com o assoreamento do rio. O matagal, a quantidade de terras e entulhos são motivos para o medo de uma nova enchente na região.
“Quando chove forte, a água sobe e inunda tudo. A rua vira um verdadeiro rio. Não dá para andar, nem fazer muita coisa. De vez em quando, a prefeitura capina os arredores, mas está precisando desassorear de verdade”, reivindica Silvino Feliciano, de 68 anos, que mora há 35 no bairro.
A assessoria de imprensa da Prefeitura de Itaboraí informou que a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos realiza mutirões de limpeza, patrolamento, tapa-buraco, dragagem de rios e manutenção de rede de esgoto e de água em diversos bairros do município e que o Vale do Sol já está inserido neste cronograma.