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IVB testa remédio contra zika

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 30 de março de 2016 - 20:38
Se o medicamento apresentar resultado positivo, ele será produzido no próprio instituto
Se o medicamento apresentar resultado positivo, ele será produzido no próprio instituto -

O Instituto Vital Brazil (IVB) aposta na produção de um medicamento fitoterápico para tratar as infecções causadas pelo zika vírus. Em fase inicial de pesquisas, o remédio feito com plantas poderá servir também para o tratamento das demais doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como a dengue e o chikungunya. Os estudos laboratoriais – in vitro e com cobaias – estão sendo realizados em parceria com pesquisadores das universidades federais do Rio (UFRJ) e Fluminense (UFF). A expectativa é de que os primeiros resultados da pesquisa sejam apresentados até o fim da primeira quinzena de abril.

“Estamos muito confiantes de que teremos novidades a curto prazo. Pernambuco chamou a atenção para os casos de microcefalia e sua ligação com o vírus da zika e nós, do Estado do Rio de Janeiro, estamos tendo a chance de atingir resultados positivos em relação ao tratamento destas doenças, inclusive para o atendimento às grávidas”, afirmou o novo presidente do instituto, o infectologista Edimilson Migowski. De acordo com o médico, testes já encaminhados indicam que o fitoterápico pode inibir a replicação de alguns vírus, como o da febre amarela, da dengue, e do mayaro vírus, espécie de primo-irmão do chikungunya. A pesquisa está avaliando neste momento a resposta do medicamento às virologias da dengue (tipos 1, 3 e 4), zika e chikungunya. Os estudos estão na fase pré-clínica, que é feita em cobaias. Após essa etapa, os testes poderão ser realizados em humanos.

Produção – Se os resultados a curto prazo surpreenderem positivamente os pesquisadores, o IVB assumirá a produção do fitoterápico. “A ideia é garantir a produção do medicamento. Espaço físico, nós temos de sobra para isso. Entretanto, ainda estamos avaliando como isso será realizado, mas estamos muito otimistas com o desenrolar das pesquisas”, acrescentou Migowski, que é ex-diretor do Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG) da UFRJ e assumiu a gestão do IVB este mês.

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