Expectativa por benefício

Vivendo a ansiedade pela chegada a qualquer momento das filhas gêmeas, a funcionária pública Viviane Campos, de 38 anos, e o gerente comercial Alessandro Fortunato, 42, também estão na expectativa de terem direito ou não à ampliação de cinco para 20 dias da licença-paternidade, que está valendo desde terça-feira quando a presidente Dilma sancionou a Política Nacional Integrada para a Primeira Infância que estabelece marco regulatório com uma série de direitos voltados para crianças de até 6 anos de idade.
É que somente terão direito à ampliação do benefício os trabalhadores cujas empresas já tenham aderido ao programa “Empresa Cidadã”, que também ampliou o período de licença-maternidade de quatro para seis meses desde 2010.
“Espero que a empresa do meu marido tenha aderido a esse programa do governo federal. Para gente, será importantíssimo esse prazo maior, ainda mais com duas crianças para cuidar”, declarou Viviane.
Para o presidente do Instituto de Saúde Mental e do Comportamento, o psicólogo Diogo Bonioli, essa conquista é um grande avanço e deveria fazer parte da vida de todos que vivem a chegada de um novo membro na família.
“O que eu tenho observado é que a paternidade estava um pouco esquecida em todo o processo. Essa conquista é importantíssima, tanto para a criança quanto para a estrutura familiar. A criança passa a ter como referência a voz, o cheiro. Enfim, o pai se inclui no universo do bebê”, argumentou Bonioli.
Em meio à incerteza dos futuros papais, o advogado Fábio Salgado vê benefício também para as empresas com a nova lei.
“Os empregados que receberem o direito de ficarem em casa por 20 dias vão voltar para o trabalho mais dispostos e satisfeitos com a empresa”, ponderou o advogado.