Estado poderá ter centro de estudos para autistas
O Rio de Janeiro deu mais um passo rumo à inclusão social de autistas. Ontem, a Assembleia Legislativa aprovou, em primeira votação, um projeto de lei que defende a implantação de centros de estudos profissionalizantes para a pessoa com Transtorno de Espectro Autista.
De acordo com o deputado Nivaldo Mulim (PR), autor da proposta, o projeto pretende dar estrutura para garantir a inserção do autista no mercado de trabalho, conforme previsto na Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, pautada na Lei Federal 12.764/2012.
“A Lei surgiu de iniciativa popular e incluiu os autistas nos direitos das pessoas com deficiência, mas os familiares ainda questionavam se as crianças teriam condições de conseguir um emprego quando crescessem”.
Com base nessa preocupação, Nivaldo propôs a oferta de cursos como marcenaria, ciências da computação, informática, desenho, música, pintura, organização de documentos, jardinagem, entre outros, todos eles com assistência de profissionais especializados.
“É claro que o transtorno se diferencia em cada indivíduo, mas os autistas costumam apresentar muita eficiência e rapidez em tarefas ligadas à matemática avançada, computação ou artes. Nos centros, eles poderão atingir um grau razoável de independência. Pode ser um começo para carreiras brilhantes”, ressaltou o deputado.
Na última semana, o plenário aprovou outra proposta ligada à saúde e inclusão social de autoria do parlamentar gonçalense, desta vez, em parceria com o deputado Tio Carlos (SDD). O Programa de Diagnóstico e Tratamento do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade – TDAH, conforme explica o texto do PL 418/15, estabelece ações para diagnóstico e tratamento especializado nas redes públicas de educação, saúde e assistência social.