Carnaval em ritmo acelerado
Viradouro, Porto da Pedra e Cubango começam a definir alegorias e fantasias para 2016

Jaime Cezário adiantou a OSG como o enredo sobre Carequinha será mostrado nas alas do ‘Tigre’
Foto: DivulgaçãoPor Marcela Freitas
Passado o período de escolha dos hinos oficiais para o Carnaval de 2016, Viradouro, Porto da Pedra e Cubango começam literalmente a “esquentar” os tamborins para os desfiles pela Série A, no ano que vem. Enquanto se organizam para gravação dos sambas-enredo para CD oficial que irá às lojas no fim do ano, as agremiações aumentam o número de ensaios de canto e estruturam as equipes que vão trabalhar na confecção das fantasias e a montagem das alegorias nos barracões.
Na Porto da Pedra, após a escolha da composição para o enredo alusivo ao centenário do Palhaço Carequinha, a ordem é trabalhar. Uma das novidades é a contratação do dançarino, coreógrafo e professor Patrick Carvalho, apresentado oficialmente nesta semana durante o ensaio geral, na quadra da agremiação.
O carnavalesco Jaime Cezário disse que acompanhou de perto a escolha do samba e também não precisou fazer nenhuma adaptação a partir da escolha do hino oficial.
“Acompanhei desde o início, e tudo está saindo como previsto. Estamos fazendo a execução dos protótipos e fechando com os ateliês que confeccionarão as roupas”, explicou.
Fazendo mistério ainda em relação às próximas etapas para a preparação do desfile, Jaime garantiu, no entanto, que o gonçalense que é fã de Carequinha poderá se reconhecer na avenida.
“Carequinha marcou inúmeras gerações, e vamos mostrar isso. O enredo começa com chegada da trupe de São Gonçalo. Mostraremos os Tamoios como atiradores de faca, a revolta da cachaça, os bondes e a corrida automobilística que aconteceu em São Gonçalo. Em um segundo momento, mostraremos o espírito do circo que é o motivo de nosso enredo. Falaremos sobre as músicas e cantigas do palhaço, lembradas até hoje, a passagem dele no cinema e seu pioneirismo na televisão. Falaremos de todas as homenagens feitas a ele e encerraremos com a saudade que ele nos deixou”, antecipou.
Max Lopes: ‘Faremos um desfile inesquecível’
Na Viradouro, a repercussão positiva sobre o hino escolhido, “O Alabê de Jerusalém, a Saga de Ogundana”, deu ânimo aos componentes e reforçou ainda mais o sonho de voltar à elite do samba carioca. Com melodia original e diferenciada em relação ao padrão das composições atualmente, a música escolhida tem a letra completamente em consonância com a sinopse desenvolvida pelo carnavalesco Max Lopes.
“Estamos certos que esse samba ficará marcado na história da escola e do Carnaval carioca. Neste momento, estamos trabalhando as alegorias e desenhando os protótipos das fantasias. Não mudamos nada com a escolha do samba que é belíssimo. Vai ser um Carnaval inesquecível”, afirmou Max.
Ainda segundo Max, a escolha do samba dará tranqüilidade à concretização do trabalho do Carnaval, ou seja, a confecção das fantasias e a montagem das alegorias.
Cubango - O carnavalesco Cid Carvalho também adiantou que a Cubango fará um desfile bem diferente dos anos anteriores.
“Como nosso enredo é sobre a água, faremos uma grande viagem pelas lendas e mitologia. Iniciaremos pelo Velho Mundo entre os mitos de Netuno e sereias. Depois faremos uma travessia pelo Oceano Atlântico. No Novo Mundo, encontraremos as lendas sobre botos e vitórias régias, os elementos africanos e sua mitologia aquática. E, por fim, faremos uma alerta sobre a importância de se preservar a água”, explicou.