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Advogada promete mais atenção aos colegas

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 29 de agosto de 2015 - 19:38

Rosilene explicou que advogados enfrentam dificuldades para cumprir tarefas diárias

Foto: Filipe Aguiar

Por Elena Wesley

Às vésperas de completar 20 anos na Comarca de São Gonçalo, a advogada Rosilene Moraes Alonso, de 44 anos, se apresenta como pré-candidata à presidência da Ordem dos Advogados do Brasil do município (OAB-SG). Com base em dez anos de experiência no ramo trabalhista e quase o mesmo período em dedicação ao Juizado de Pequenas Causas, a atual secretária adjunta da entidade acredita que o desprendimento em ouvir os profissionais é essencial para garantir a valorização da carreira e melhores condições de trabalho.

O SÃO GONÇALO - Conte sobre sua trajetória na Advocacia.
Rosilene - Sou carioca e vim morar em São Gonçalo por conta da carreira. Das comarcas do interior, a de São Gonçalo era a que eu mais confiava em poder exercer um bom trabalho. Minha primeira audiência ocorreu aqui e, com o apoio de outros profissionais, me senti acolhida. Investi dez anos na Justiça do Trabalho até me transferir para o Juizado de Pequenas Causas, no Fórum do Colubandê.

OSG - Além do dia-a-dia no Fórum, a que outras atividades do ramo a senhora se dedica?
Rosilene - Estou ligada à OAB-SG desde 2006, na qual atuo como secretária adjunta atualmente. Também sou vice-presidente na Associação Fluminense dos Advogados Trabalhistas, após quatro gestões como conselheira. Me considero uma advogada militante, gosto de estar nos corredores dos fóruns conversando com os profissionais para saber o que deve ser melhorado. Por conta disso, colaborei com a fundação do movimento ‘Chega de Pão e Circo’.

OSG - A que se dedica este movimento?
Rosilene - Ele foi criado em março de 2015 com o objetivo de preencher uma lacuna deixada pela OAB-SG. Mesmo integrando a entidade, eu compreendo que ela não consegue estar presente em todas as frentes, em todas as reivindicações da classe. Uma das nossas conquistas foi a vinda de um juiz para a 5ª Vara Cível de São Gonçalo, que estava, há mais de um ano, vazia e com acúmulo de processos.

OSG - São estas causas que pretende representar, futuramente, como candidata?
Rosilene - Toda proposta precisa estar baseada na aproximação com o advogado. Por vivenciar estas dificuldades do cotidiano do profissional, eu acredito que estaria preparada para isso. É um diferencial. A militância permite identificar o problema e buscar soluções. Também acredito que a OAB-SG precisa estar mais presente nas lutas sociais, esta é uma das nossas responsabilidades como profissionais do Direito. Se compararmos, por exemplo, no contexto das manifestações populares de 2012, a atuação da OAB-RJ e da Comissão de Direitos Humanos com a da OAB-SG, vamos perceber que não houve, por parte dos representantes gonçalenses, o mesmo envolvimento.

OSG - Que queixas a senhora tem recebido dos advogados e pretende defender, caso vença?
Rosilene - As prerrogativas. O imaginário popular considera a carreira do advogado como um status, porém o exercício demonstra uma redução do respeito a este profissional. Ocorre uma ‘falsa hierarquia’: advogados que não são recebidos pelos juízes para despachar, que precisam recorrer a secretários. Outro ponto importante é a escassez de funcionários. São Gonçalo cresceu muito, nos últimos dez anos, o que acarretou um aumento considerável de demanda. Por ser uma Comarca do interior, não recebe a mesma atenção que a da Capital. Daí a importância de estar atento às queixas dos advogados e denunciar estes problemas ao Tribunal de Justiça. O caso da ausência de juiz na 5ª Vara Cível comprova uma necessidade de maior fiscalização por parte da Justiça.

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