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Morre em Niterói única que sobreviveu à sessão de torturas na ‘Casa da Morte’

relogio min de leitura | Redação 28 de abril de 2015 - 18:38

Graças a Inês, Casa da Morte foi localizada e tortura veio à tona

Foto: Tânia Rego/ Agência Brasil

Única sobrevivente da Casa da Morte, em Petrópolis, que era usada pelos militares para torturar presos da ditadura, a ex-guerrilheira Inês Etienne Romeu, morreu aos 72 anos na manhã de ontem, enquanto dormia em sua casa em Niterói. Ela foi a responsável pela denúncia que levou à descoberta do centro clandestino, onde passou 96 dias, e de seis torturadores. Inês era uma das líderes da Vanguarda Revolucionária Palmares (VPR) e foi presa sem ordem judicial em 5 de maio de 1971.

Cerca de 20 pessoas teriam morrido na Casa da Morte durante o período militar. Inês foi a única a ser libertada. Depois de ser presa em São Paulo pela equipe do delegado Sérgio Paranhos Fleury, foi torturada e levada para uma delegacia em Cascadura. De lá foi transferida para a Casa da Morte, onde ficou incomunicável e sofreu todos os tipos de tortura.

Sua colaboração com a Comissão Nacional da Verdade foi fundamental para se chegar ao imóvel clandestino e à identificação de quem atuava nele. A casa ainda existe no bairro Caxambu.

O presidente da Comissão da Verdade do Rio, Wadih Damous, afirmou: “Cabe ao Estado transformar a Casa da Morte em um Espaço de Memória para fomentar uma cultura de direitos humanos. A história por ela (Inês) já foi contada, mas é necessário que os Arquivos do CIE sejam abertos e que os agentes torturadores sejam ouvidos e responsabilizados por seus atos”.

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