Hábitos saudáveis garantem a saúde dos olhos

Uma pesquisa inédita recentemente divulgada pelo Ministério da Saúde indicou um crescimento de doenças crônicas como obesidade, hipertensão e diabetes no país. E como grande parte dessas doenças afetam a visão, é importante que a população saiba meios de prevenção à saúde ocular, assim como a importância de realizar os exames oftalmológicos anuais.
Em um período de 10 anos, houve aumento de 60% dos casos de obesidade, segundo a pesquisa. De acordo com o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, esse aumento facilita o aparecimento da retinopatia hipertensiva. “O excesso de gordura predispõe à hipertensão arterial. A soma da obesidade com a hipertensão arterial eleva o risco de contrair retinopatia hipertensiva. A doença é caracterizada pela obstrução dos vasos e artérias da retina, membrana no fundo do olho que grava as imagens transportadas ao cérebro pelo nervo óptico”, explicou o especialista. Para prevenir a doença, é importante manter a pressão arterial sob controle, acompanhar a saúde dos olhos anualmente e consumir sal moderadamente.
Catarata - Outra doença que está ligada à hipertensão arterial é a catarata. O excesso de sal na dieta do brasileiro acaba aumentando o risco do desenvolvimento da hipertensão e como consequência, a catarata aparece cada vez mais cedo. Só no Brasil, a catarata responde por 49% dos casos de perda da visão. E embora não possa ser evitada por também estar relacionada ao envelhecimento, pode ser adiada com hábitos saudáveis de alimentação e atividades físicas. Já no caso de excesso de açúcar, a doença ocular que pode surgir, principalmente na terceira idade, é a retinopatia diabética. “Alguns alimentos aumentam o risco de obstrução dos vasos e artérias. São aqueles que combinam glicose e frutose, por exemplo os refrigerantes e sucos industrializados. Quando este coquetel cai no fígado é convertido em gordura. O ideal é manter a glicemia sob controle e checar sempre a composição dos alimentos, lembrando que combinar açúcar e frutose representa um risco maior para a circulação, inclusive dos olhos”, completou o especialista.