Orelhas 'rasgadas' podem ser reconstruídas

Quando o assunto é beleza, costuma haver exageros e abuso de acessórios que podem acabar trazendo malefícios para a saúde. Um exemplo disso são os brincos com peso excessivo e usado por tempo prolongado, que podem acabar rasgando o lóbulo da orelha ou abrindo-a em duas partes. Por sorte, técnicas avançadas permitem a reconstrução e correção do problema.
O cirurgião-plástico e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Flávio Távora, explica que o procedimento é considerado tranquilo, muitas vezes com anestesia local ou local com sedação, podendo ser realizado em centro cirúrgico ou ambiente ambulatorial.
"O procedimento é realizado normalmente com anestesia local em pacientes que não tenham doenças, ou mesmo, possuam doenças controladas", disse.
Ainda de acordo com o médico, quando o procedimento é realizado com anestesia local, sem sedação, há um leve incômodo no início do procedimento. A duração vai depender em torno do que o paciente fará.
"Se for um defeito maior, o procedimento consequentemente também é um pouco maior e vice-versa. Mas de uma forma geral, a cirurgia dura entre uma e duas horas, explicou Távora informando também que a cicatrização está completa entre 15 e 20 dias, mas é necessário que se aguarde alguns meses para usar brincos novamente.
“Tanto o pré quanto o pós-operatório são bem tranquilos. O paciente pode, inclusive, trabalhar no dia seguinte, dependendo obviamente se a pessoa não faz atividade física. Além disso, é prudente evitar o uso de brinco no período de três a seis meses”, ressaltou o especialista.
Nos lóbulos rasgados por brincos, o especialista indica ainda que um novo furo pode ser feito após um mês de cicatrização, de preferência em outro local, pois a área operada tem maior chance de rasgar novamente com o uso de brincos pesados. Já no caso de alargadores, o uso de diâmetros menores é indicado, pois ao forçar a área operada o risco de que o lóbulo se rompa novamente é maior, principalmente nos primeiros dois meses após a cirurgia.
"Existem orelhas mais frágeis do que outras. Assim como a pele varia de força tênsil, as orelhas também. Não existe peso máximo de brinco definido para se usar. Na orelha, nesses momentos vale o bom senso, lembrando que o desenho do brinco também é importante, pois pode funcionar como uma espécie de gancho se prendendo à estrutura externas", detalhou.