Sinal de alerta para o câncer de pele

O número de casos de câncer de pele vem aumentando nos últimos anos. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), a estimativa de novos casos da doença para 2016 correspondem a um risco de 81,66 a cada 100 mil homens e 91,98 para cada 100 mil mulheres, sendo, dessa forma, considerado o tipo de tumor mais incidente na população.
A doença se dá pelo crescimento descontrolado das células que compõem a pele. Essas células podem originar diferentes tipos de câncer, como: o carcinoma basocelular, que é mais comum e menos agressivo; o carcinoma espinocelular, que é o segundo mais comum e tem uma evolução um pouco mais agressiva; e o melanoma, um tumor maligno que ocorre em partes como pele, olhos, orelhas, trato gastrointestinal, membranas mucosas e genitais.
Um dos fatores para o aumento do número de casos do câncer de pele é a exposição prolongada à radiação UV, que pode resultar em efeitos agudos e crônicos na saúde da pele de qualquer cor.
“Os casos que mais atendemos são os pacientes com melanomas, mas são os casos mais raros, em pacientes na faixa dos 40 anos”, contou o diretor médico do Centro Oncológico de Niterói (CON), Gustavo Advincula.
Os sintomas variam de acordo com cada tipo de câncer, podendo aparecer nódulos, manchas, ou até mesmo a mudança de uma mancha ou pinta já existente ou aparecimento de novas marcas pigmentadas.
“Não necessariamente o diagnóstico ocorre mais rápido atualmente, ocorre que hoje as pessoas estão mais atentas aos sinais, por conta do grande número de informação acerca do assunto”, explicou o médico.
Em 90% dos casos, uma cirurgia simples remove o câncer e não requer tratamento. Porém, há cuidados simples que evitam os riscos à saúde. “A forma mais correta de prevenção é ainda o uso de protetor solar. Os brasileiros estão mais conscientes em relação aos perigos do sol e muitos mudaram seus hábitos, usando protetor solar, o que era muito pouco difundido e feito no passado”, completou. Ainda segundo o médico, em cerca de 90% dos casos, o câncer é curável com a cirurgia e não requer tratamento posterior. “Os casos mais raros são os melanomas, cerca de 3%, que são os mais agressivos e podem ocorrer metástase. Mais frequentes em pessoas de pele e olhos claros”, finalizou.