Número de casos de câncer de colo preocupa no Brasil

De acordo com estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Brasil tem uma incidência da doença três vezes maior que Estados Unidos e Austrália -
Caracterizado como um importante problema de saúde pública, o câncer de colo do útero é o quarto mais comum entre as mulheres. A evolução da doença, na maioria das vezes, acontece de forma lenta, passando por fases pré-clínicas detectáveis e curáveis. Mas se diagnosticado precocemente, as chances de cura chegam próximo a 100%.
De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o país deve registrar cerca de 16 mil novos casos de câncer de colo do útero, somente neste ano. Para se ter uma ideia, esta incidência é três vezes mais alta do que aquelas registradas nos Estados Unidos e na Austrália. A realização periódica do exame de Papanicolau vem sendo reconhecido como a estratégia mais efetiva na redução da mortalidade por esse tipo de tumor.
Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia, Robson Moura, integralidade e qualidade dos serviços são fundamentais para garantir a efetividade dos programas de controle e prevenção pois cerca de 90% dos casos de câncer de colo do útero são atribuídos a pelo menos um dos 13 tipos de HPV existentes.
“Os subtipos 16 e 18 são os mais comumente detectados e responsáveis por 70% dos casos de câncer”, informa o especialista.
Prevenção é tudo - No Brasil, a estratégia de prevenção e diagnóstico precoce recomendada pelo Ministério da Saúde é a realização de exames de Papanicolau, a partir dos 25 anos, e a vacinação contra HPV, a partir dos 9 anos de idade.
“Esse método de rastreamento sensível, seguro e de baixo custo, torna possível a detecção de lesões precursoras e o câncer em seu estágio inicial”, completa Robson Moura.