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O "gigante" rio Paraíba do Sul

relogio min de leitura | Redação 11 de junho de 2016 - 11:00
O Rio Paraíba do Sul nasce na junção dos rios Paraitinga e Paraibuna, no município de Paraibuna, estado de São Paulo. Passa por um pequeno trecho do sudeste de Minas Gerais, atravessa grande parte do Rio de Janeiro e tem sua foz no Oceano Atlântico, em Atafona, na cidade de São João da Barra, no Norte Fluminense. Seu percurso total é de, aproximadamente, 1.100 km, no sentido oeste para leste. Faz a divisa natural entre os Estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Tem como principais afluentes os rios Jaguari, o Buquira, o Paraibuna, o Piabanha, o Pomba e o Muriaé. Esses dois últimos são os maiores. Entre os sub-afluentes, está o rio Carangola, importante rio da bacia do rio Paraíba do Sul, visto que serve a duas unidades da federação,  o Estado de Minas Gerais e o Estado do Rio de Janeiro. O rio tem seu curso marcado por sucessivas represas, destinadas à provisão de água e eletricidade para as populações da bacia e também da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Por tal razão, o rio Paraíba do Sul encontra-se hoje em estado ecológico crítico, pois, suas águas são também, utilizadas para abastecimento industrial, preservação da flora e fauna e deposição final de esgotos. A bacia do rio Paraíba do Sul tem como principais atividades econômicas os setores industrial e de agropecuária. O médio Vale do Paraíba foi a primeira grande região produtora de café no Brasil, tendo a economia baseada em latifúndios e no trabalho escravo, no período colonial. Com a perda da primazia na produção cafeeira para o oeste paulista, seguiu-se uma estagnação econômica, sucedida por sua vez, a partir da fundação da Companhia Siderúrgica Nacional, por um processo de industrialização que fez do Vale do Paraíba uma das maiores regiões industriais do país. Na cidade de Volta Redonda, no Estado do Rio de Janeiro, o rio é de suma importância, pois sua “curva” naquela região, deu origem ao nome da cidade. Enchentes também fazem parte da história do rio em diversas cidades. Entre elas a de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, que em 2007 e 2012 registrou os mais altos índices de cheias, ultrapassando a barreira dos onze metros. Apenas dois trechos do Paraíba do Sul são considerados navegáveis: o trecho inferior e o médio superior. O trecho inferior, entre a foz e São Fidélis, município também localizado no Norte Fluminense do Estado do Rio de Janeiro, numa extensão de aproximadamente 90 km, possui uma declividade de 22 cm/km. Diversos acidentes geográficos prejudicam a navegação no Paraíba do Sul, como saltos, corredeiras, trechos de forte declividade, e ainda, o número considerável de pontes rodoviárias e ferroviárias que dificultam embarcações mais altas. Recebe o Rio Paraíba do Sul esgoto da maioria dos municípios pelos quais passa. Um estudo desenvolvido pela Universidade de Taubaté (UNITAU) revelou que o rio possui um alto nível de poluentes, que apresentam riscos de danos genéticos e de câncer em organismos aquáticos e humanos. O efeito principal é a perda de diversidade biológica no rio. No homem, pode causar patologias, chegando a casos de câncer. Dentre os agentes poluidores, como os resíduos industriais, extrativistas, oriundos da pecuária e da agricultura, sendo apontado por estudos, o esgoto humano como o que mais preocupa. Em muitos trechos, encontra-se assoreado e extremamente poluído, correndo o risco de extinção, se nada for feito imediatamente. “EU TAMBÉM QUERO A VOLTA À NATUREZA. MAS ESSA VOLTA NÃO SIGNIFICA IR PARA TRÁS, E SIM PARA A FRENTE.”  (FRIEDRICH NIETZSCHE)- Preserve o meio ambiente

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