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Mitos e verdades sobre a vitamina D

relogio min de leitura | Redação 02 de junho de 2016 - 11:00
O ritmo da vida moderna leva as pessoas a ficarem muito tempo em locais fechados, trabalhando ou estudando
O ritmo da vida moderna leva as pessoas a ficarem muito tempo em locais fechados, trabalhando ou estudando -

A vitamina D tem um papel vital no organismo, sendo importante na formação e manutenção da saúde óssea, uma vez que favorece a absorção do cálcio. Pesquisas revelam que mais de um bilhão de pessoas no mundo têm deficiência de vitamina D, e a principal causa é falta de exposição da pele à luz solar. O fato se deve ao estilo de vida atual, no qual as pessoas acabam ficando muito tempo em locais fechados, seja trabalhando ou estudando, ao longo do dia.

Porém, outros fatores, como o uso de protetor solar, pigmentação da pele e sazonalidade também influenciam a produção de vitamina D pela pele. A médica Talita Poli Biason esclarece alguns mitos que têm se apresentado sobre o assunto.

Um deles é sobre o fato de a vitamina D ser, na verdade, um hormônio. “A vitamina D é conhecida com esse nome desde a sua descoberta, no início do século XX, a partir de estudos sobre raquitismo. Descobertas posteriores mostraram que a vitamina D não era bem uma vitamina, já que ela pode ser produzida pelo organismo através da exposição solar, e segundo a definição, vitaminas são nutrientes que não são produzidos, ou são produzidos em quantidades insuficientes pelo organismo”, explica a especialista.

Outra dúvida é em relação à alimentação. “É possível encontrar Vitamina D principalmente no óleo de bacalhau e em peixes gordurosos, dentre eles, salmão, atum, sardinha e cavala. Outros alimentos como iogurte e leite são fortificados com a substância, porém, mesmo assim, o consumo alimentar não é suficiente para manter seus níveis adequados. A Vitamina D é obtida, principalmente por meio da luz solar, com 90% sendo sintetizada na pele humana pela radiação (UV-B), e de fontes dietéticas, o equivalente a 10%”, ressalta Talita Poli Biason, acrescentando que é necessária a exposição diária ao sol por pelo menos 10 minutos, entre as 10h e 15h, sem protetor solar.

Sobre a suplementação da vitamina D em alguns casos, a médica é enfática. “Somente o médico poderá avaliar se há necessidade de suplementação em cada pessoa, levando em consideração o momento de vida e a história de cada um. Como é difícil conseguir a quantidade necessária diária só com a dieta alimentar, o ideal é ingerir suplementos, mas sempre com supervisão médica, pois o seu excesso pode acarretar em problemas de saúde”, completa.

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