Mudanças na alimentação para reduzir colesterol e outros males

Troque o refrigerante por bebidas mais saudáveis como água de coco e sucos naturais -
A necessidade do "hoje" e do "agora" leva muitas pessoas a encararem dietas radicais e remédios - muitas vezes não licenciados - para emagrecer ou atingir objetivos específicos, como a redução da taxa de colesterol, por exemplo. Esse hábito, porém, pode comprometer a saúde e acarretar no tão conhecido e temido efeito sanfona, quando a pessoa recupera boa parte ou até mais do peso perdido.
"Dietas radicais, com restrição deliberada de determinados alimentos e uso de remédios para emagrecer podem levar à perda de alguns quilos nas primeiras semanas, mas isso não significa que a pessoa esteja ganhando saúde, pois parte desse 'emagrecimento' vem da perda de líquidos e massa magra", explica a nutricionista Marcela Herculani, da Empresa de Nutrição Clínica Nova Nutrii.
Em primeiro lugar, o grande perigo das dietas adotadas por conta própria vem da má escolha dos alimentos, entre eles os produtos light ou fit, que podem ser considerados verdadeiras armadilhas para a saúde. O motivo? Podem estar carregados de conservantes, sódio, corantes, açúcares ou adoçantes.
"No geral, o fenômeno têm afetado a população mais pobre justamente porque os alimentos industrializados são mais baratos, carregados de gorduras e outros elementos que os deixam mais apetitosos, mas com baixíssimo valor nutricional", explica.
Preocupado com o agravamento da saúde pública, o Ministério da Saúde tem buscado promover, principalmente nas escolas, o hábito da alimentação saudável e da prática de atividades físicas. Porém essa medida cabe à toda população – a mudança de hábitos pode significar ganho de qualidade de vida e longevidade para todos.
"Muitos só fazem mudanças na alimentação após descobrirem doenças relacionadas, porém a prevenção ainda é a melhor solução", salienta Marcela Herculani.