Câncer de intestino: segundo mais comum em mulheres

Embora o câncer de intestino seja um dos tipos mais comuns no Brasil, ainda pouco se fala sobre a doença. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a estimativa é que, em 2016, 17.620 mil mulheres e 16.660 mil homens sejam diagnosticados com o problema. A incidência só é menor do que o câncer de mama, nas mulheres, e pele e próstata, nos homens. Por ser uma enfermidade que não apresenta sintomas em estágio inicial, é preciso ficar atento: o risco de desenvolver a doença aumenta depois dos 40 anos. Pessoas com mais de 50 anos chegam a representar 90% dos casos de câncer de intestino.
“Com o desenvolvimento do tumor, alguns sintomas podem se manifestar, como constipação ou diarreia, anemia, fraqueza, cólica abdominal, sensação de evacuação incompleta, sangramento pelo reto e emagrecimento repentino. Ao perceber essas alterações, é importante procurar um médico. Apenas um especialista poderá analisar os sinais e dar o diagnóstico correto”, orienta o oncologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Augusto Pereira.
Exames de colonoscopia e retossigmoidoscopia podem ser indicados para localizar o tumor no intestino e remover os pólipos, que são as lesões que se assemelham às verrugas. Logo após é feita a biópsia, que analisa o tipo do tumor e o estágio da doença. “O estágio pode ser inicial (I ou II), com tumor restrito ao intestino; avançado (III), com acometimento dos linfonodos; ou metastático (IV), com lesões em outros órgãos”, explica. O tratamento varia de acordo com o estágio da doença: quimioterapia ou cirurgia. Após o tratamento, é preciso realizar acompanhamento médico a cada três ou seis meses, por até cinco anos. “Pacientes com histórico de câncer de intestino têm maior risco de desenvolver um segundo tumor. Por isso, devem ser realizados os exames de rastreamento conforme orientação médica e evitar fatores que possam aumentar o risco de câncer, como tabagismo, obesidade, sedentarismo, ingestão de carnes vermelhas, alimentos processados e álcool”, alerta.