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Desvendando mitos sobre epilepsia

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 03 de março de 2016 - 20:35
Segundo especialistas, sintomas variam de paciente para paciente e não é verdade que epilépticos sofrem de convulsões frequentes
Segundo especialistas, sintomas variam de paciente para paciente e não é verdade que epilépticos sofrem de convulsões frequentes -

Ao ouvir falar sobre epilepsia, logo vem à cabeça episódios de crises, convulsões e outros casos envolvidos em tantos mitos e mistérios. E como em todo mito, questões precisam ser desvendadas com esclarecimentos de quem entende do assunto.

Segundo Carlos Hortala, neurologista e coordenador de UTI do Hospital Niterói D’Or, mudanças dietéticas, procedimentos cirúrgicos e alterações comportamentais, como evitar privação de sono, e ingestão de bebidas alcoólicas estão entre os fatores que mais colaboram para que a doença seja controlada. “Epilepsia é uma desordem cerebral provocada por uma predisposição contínua a gerar crises convulsivas. Na maioria dos casos, a causa não é conhecida, ou seja, idiopática”, explica o especialista acrescentando que entre as causas conhecidas estão as síndromes congênitas, infecções, má formação cerebral, traumatismo craniano, tumores e AVCs, variando, é claro, segundo a idade.

Ao contrário do que se pensa, porém, que todo epiléptico sofre de convulsões frequentes, o médico explica que os sintomas também variam.

“Podem variar desde pequenos lapsos no estado de alerta, passando a abalos musculares localizados ou se apresentando como o quadro ‘clássico, no qual as pessoas enrijecem o corpo e se debatem violentamente. Algumas pessoas podem descrever sensações antes das crises, que servem como uma alerta do que está por vir. São as chamadas auras”, resume Carlos Hortala.

Para o controle dessas crises, as medicações atuam por meio de diferentes mecanismos.

“Podem atuar bloqueando canais de sódio ou potássio, bloqueando a ação de enzimas ou neurotransmissores. Em pacientes com doença controlada por dois a cinco anos, pode-se tentar a retirada das medicações, caso os fatores de risco estejam controlados”, esclarece o especialista. Segundo ele, no entanto, o risco de recorrência pode chegar a 25% em crianças e 50% em adultos.

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