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Maraca cheio no final de semana

relogio min de leitura | Redação 21 de julho de 2015 - 10:52

Encerrada a 14ª rodada, chamou a atenção a excelente média de público (26 mil pagantes por jogo), apenas inferior aos campeonatos da Alemanha, Inglaterra e Espanha. No sábado, mais de 41 mil pagaram para ver a estreia de Guerrero com a camisa do Flamengo no antigo maior do mundo. No domingo, apesar do pedido de boicote formulado pelo homem do charuto para a sua torcida (sequer ele foi ao estádio), foram mais de 37 mil pagantes, não havendo dúvida que a apresentação de Ronaldinho aos tricolores também contribuiu para o bom público presente. Tratando-se de futebol profissional, esta média tem que ser mantida, sendo importante destacar que no clássico de domingo, fora do campo, não foi constatado qualquer problema grave entre os torcedores. A confusão maior ficou dentro do campo ou no final, quando o jogo já se encerrara, tendo o experiente artilheiro Fred, jogador de duas Copas, caído nas provocações do veterano Rodrigo, que até a semana passada era um dos perseguidos pelos torcedores vascaínos. O zagueiro viu a chance de se reabilitar com os torcedores provocando o ídolo adversário, cantando músicas provocativas que deveriam apenas ser entoadas pelos torcedores na arquibancada. Um jogador rodado como Fred não poderia entrar na pilha, dando espaço aos medíocres.

No difícil jogo de sábado, o Flamengo atuou mais solto em razão da ausência forçada de Jonas, tendo Cristóvão optado por um esquema mais ofensivo. O Flamengo venceu com um gol de Guerrero, que mostrou todo o seu oportunismo. O artilheiro peruano atuou em três partidas. O Flamengo venceu e ele marcou em todas. É o que basta para demonstrar a sua importância e o acerto da diretoria no esforço financeiro que fez para trazê-lo. Não acredito que o Flamengo ainda possa brigar pelo título ou mesmo por uma vaga no G4. A diferença de pontos é muito grande e outras equipes estão a sua frente. Mas evidente que a posição na beira do Z4 não é aquela compatível com os jogadores que possui. Os próximos jogos serão decisivos para sabermos o que o Flamengo pretende no campeonato. Três jogos fora (Goiás, Ponte e Palmeiras) e dois em casa (Santos e Atlético Paranaense). Se fizer 11 pontos, o que é possível, vencendo os dois em casa, um fora e empatando os dois outros, poderá iniciar o returno próximo do G4. Depois de muita crítica, não há como deixar de elogiar a atuação do goleiro Cesar nas duas últimas partidas contra o Náutico e o Grêmio, principalmente naquela, quando foi o melhor jogador do Flamengo e garantiu a passagem da equipe para a próxima fase da Copa do Brasil.

No clássico de domingo, o Vasco venceu de forma justa (não houve qualquer interferência do árbitro), apesar de no primeiro tempo ter apenas chutado (ou cabeceado) uma bola no gol adversário. O jogo nesta etapa foi controlado pelo Fluminense, que chutou nove bolas a gol. O goleiro vascaíno não fez qualquer grande defesa. Mas na primeira etapa o domínio do Flu foi claro, apesar da atuação pífia de alguns jogadores importantes como Jean e Edson, e lamentável de dois outros também importantes pela posição em que atuam (Gum e Antonio Carlos). No segundo tempo, o Fluminense começou mal, mas, ao empatar a partida, passou a ter o domínio e parecia que iria virar, quando o Vasco voltou a marcar em um belo chute de Jhon Cley. A partir deste gol, o Vasco controlou a partida, não correndo risco maior. A vitória pode ser considerada justa, já que o Vasco venceu da forma como seu treinador projetou. Fechado e parando o jogo com faltas, conseguiu em duas escapadas aproveitar-se da fragilidade técnica (e física) da zaga tricolor (lenta e pesada) para marcar, sendo efetivo naquilo que se propôs.

E Ronaldinho? Dizem que ele está motivado para ganhar um título que não possui em seu vasto currículo. A garotada do Flu está babando com a sua contratação. Pode dar, querendo, o talento que falta ao bem armado time tricolor. A estreia de Osvaldo foi boa. Jogador veloz que pode ser aquele companheiro que o Fred precisa. No Vasco, dois jogadores marcados pela torcida possuem potencial para melhorar bastante. Cristiano e Jhon Cley sabem jogar, são fortes fisicamente e, confiantes, podem ajudar muito o Vasco a sair da situação perigosa em que se encontra atualmente. Os próximos jogos do Flu (Chapecoense fora e Grêmio em casa) e principalmente do Vasco (Palmeiras em casa e Corinthians fora) são difíceis. Todo cuidado é pouco.
Troca necessária?

Na última semana, a coluna tratou do tema mudança de rumos. Foi analisada a troca de treinador, o que, às vezes, se faz necessária. Também foi dito na parte final que o clima não era bom entre Antonio Lopes e Rene Simões. Acabou sobrando para o último. Não sei se agiu com acerto a diretoria alvinegra. A sofrida derrota para o Figueirense, no último minuto, que tirou o Botafogo da Copa do Brasil, aumentou o clima ruim na comissão técnica, levando a temperamental diretoria (vide Mantuano, proibido de ir aos jogos pelo Juizado do Torcedor pelo seu comportamento após a derrota), em reunião logo após a partida, a demitir o treinador. O tempo dirá se a medida foi correta. Acho que não. O Botafogo terá dificuldade para retornar à série A, o que não se acreditava no início.

Em tempo: olho no Palmeiras, que, juntamente com o Corinthians, Atlético Mineiro e o Fluminense (dependendo das atuações de Ronaldinho), brigará pelo título até o final.

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